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Pesquisa com forrageiras aponta alternativas para alimentação de ovinos no Semiárido

Os animais apresentaram ganho médio diário de peso superior a 100 gramas durante o período seco, nas três variedades avaliadas

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Dados do IBGE apontam que o Nordeste concentra aproximadamente 76% do rebanho ovino brasileiro
Dados do IBGE apontam que o Nordeste concentra aproximadamente 76% do rebanho ovino brasileiro | Foto: CABANHA GUARANTAN

O Projeto Forrageiras para o Semiárido identificou resultados positivos no desempenho de ovinos alimentados em pastagens de gramíneas adaptadas às condições climáticas da região. É o que apontam os resultados apresentados no dia de campo do Rally Forrageiras, promovido pela CNA e pela Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern), em Angicos (RN), que reuniu 600 produtores.

De acordo com a pesquisa, os animais apresentaram ganho médio diário de peso superior a 100 gramas durante o período seco, nas três variedades avaliadas. Os dados integram os estudos desenvolvidos pelo Instituto CNA em parceria com a Embrapa, que avaliaram a produção e o manejo de forrageiras adaptadas às características do Semiárido brasileiro para a alimentação dos rebanhos.

Segundo dados do IBGE, o Nordeste concentra aproximadamente 76% do rebanho ovino brasileiro, o que reforça a importância de tecnologias capazes de contribuir para a alimentação dos animais e o planejamento da produção, especialmente nos períodos de estiagem.

Durante o dia de campo, a coordenadora do Projeto Forrageiras para o Semiárido, Alenilda Carvalho, apresentou os resultados das avaliações realizadas na Unidade de Referência Tecnológica (URT) de Angicos, localizada em uma região com precipitação média anual de 492 milímetros. O estudo avaliou o desempenho de ovinos em pastagens de capim Massai, Aruana e Buffel durante os períodos seco e chuvoso. Na estação seca, todas as variedades proporcionaram ganho médio diário superior a 100 gramas por animal, com destaque para o Massai, com 153 gramas, seguido pelo Aruana, com 146 gramas, e pelo Buffel, com 126 gramas.

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No período chuvoso, o capim Buffel apresentou estabilidade produtiva, com ganho médio diário de 100 gramas por animal durante 120 dias de avaliação, quando a precipitação acumulada foi de 188 milímetros.

Além dessas gramíneas, as pesquisas voltadas à alimentação de ovinos de corte contemplaram outras espécies forrageiras, como o sorgo Ponta Negra, o milheto BRS 1501, os capins Tamani, Corrente e Buffel Áridus, além da palma Orelha-de-Elefante Mexicana.

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