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Pindorama programa início da safra 2026/2027 para agosto

Usina deve ser a primeira a moer em Alagoas, com estimativa de uma safra mais alcooleira

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Klécio Santos estima que a moagem poderá crescer até 10% na safra 2026/2027
Klécio Santos estima que a moagem poderá crescer até 10% na safra 2026/2027 | Foto: BCCOM ASSESSORIA

O pontapé inicial para o novo ciclo de moagem da cana-de-açúcar em Alagoas deve ser dado, mais uma vez, pela Cooperativa Pindorama, que pretende iniciar a safra 2026/2027 na segunda quinzena de agosto, apostando em um ciclo mais alcooleiro e com melhores resultados.

“A princípio, a estimativa é começar a moer a cana entre os dias 20 e 25 de agosto. Na pior das hipóteses, devemos repetir os números da moagem passada, mas a expectativa é de um crescimento entre 5% e 10% em comparação com o ciclo anterior”, declarou o presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos.

Segundo ele, em relação ao clima, foi observada uma distribuição de chuvas bastante favorável. Embora o volume tenha sido menor em comparação com o ano passado, as precipitações ocorreram de forma mais bem distribuída.

De acordo com o gestor, os meses mais chuvosos registraram índices pluviométricos entre 250 e 280 milímetros. “São volumes considerados ideais. Com isso, a expectativa é de que a cana apresente uma resposta melhor. A gente vai a campo e fica satisfeito com a coloração da planta. Muitas dessas lavouras também receberam vinhaça comum e enriquecida. A Pindorama tem trabalhado muito para disponibilizar esses produtos aos nossos cooperados. Com certeza, a cada ano, vamos melhorando a produtividade do nosso canavial”, reforçou.

Segundo Klécio, a safra 2026/2027 deve repetir o perfil dos anos anteriores, com predominância da produção de etanol, caracterizando uma moagem mais alcooleira. “No ano passado, produzimos um total de 62 milhões de litros de etanol, incluindo o álcool de cereal. Na safra-teste foram 14 milhões de litros. Neste novo ciclo, queremos chegar aos 50 milhões de litros produzidos a partir de grãos. Além disso, devemos produzir entre 40 e 50 milhões de litros de etanol de cana”, anunciou.

O presidente da Cooperativa Pindorama reforçou que a tendência de ampliação da produção de etanol ocorre em razão da melhor remuneração do biocombustível em relação ao açúcar. “Vamos torcer para que o preço do etanol se mantenha nesse patamar e que o açúcar também acompanhe essa valorização. Afinal, o importante é que ambos melhorem. Nós vamos continuar fazendo o nosso dever de casa para alcançar resultados cada vez melhores”, finalizou Santos.

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