Lançamento
Três variedades RB desenvolvidas pelo PMGCA/Ufal terão liberação regional em julho
Novos cultivares serão apresentados durante o 41º Simpósio da Agroindústria da Cana-de-Açúcar de Alagoas
A Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), por meio do Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), realizará, no dia 8 de julho, a liberação regional de novas variedades RB (República do Brasil) de cana-de-açúcar desenvolvidas para o setor sucroenergético.
O lançamento ocorrerá durante o 41º Simpósio da Agroindústria da Cana-de-Açúcar de Alagoas, no Centro de Convenções de Maceió, no bairro de Jaraguá. A solenidade, prevista para começar às 16h50, reunirá pesquisadores, autoridades, especialistas e lideranças do setor.
“Em 2025, a Ridesa realizou a liberação nacional de 18 novas variedades RB. Em julho deste ano, faremos, em Alagoas, a liberação regional dessas 18 variedades, entre elas três desenvolvidas pela Ufal”, destacou João Messias, pesquisador do PMGCA/Ufal.
Entre os materiais desenvolvidos pela universidade alagoana está a variedade RB0764, que se destaca pela alta produtividade agrícola, boa brotação de socarias, uniformidade de colmos e resistência às ferrugens marrom e alaranjada.
Outra cultivar é a RB07814, caracterizada pela precocidade, elevado teor de açúcar, longo período útil de industrialização (PUI) e baixa cor de caldo.
Já a RB991532 reúne características como alta produtividade agrícola, hábito de crescimento ereto, excelente sanidade, elevada longevidade e boa colheitabilidade.
A solenidade contará com a participação das oito coordenadorias da Ridesa, responsáveis pela apresentação das variedades desenvolvidas em suas respectivas regiões. A rede é formada por dez universidades federais que atuam de forma integrada no desenvolvimento das variedades RB.
Atualmente, quase 60% da área cultivada com cana-de-açúcar no Brasil utiliza variedades originadas do Programa de Melhoramento Genético desenvolvido na Estação Experimental Serra do Ouro, em Alagoas, considerada uma das principais referências nacionais em pesquisa e desenvolvimento para o setor sucroenergético.