loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 16/05/2026 | Ano | Nº 6225
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Rural

Desenvolvimento

Projeto transforma farelo de palma em alternativa para fortalecer a pecuária no Semiárido

O objetivo é consolidar o insumo como uma commodity vegetal estratégica para o desenvolvimento socioeconômico da região, incentivando sua produção, processamento e comercialização

Ouvir
Compartilhar
Área experimental acompanha o cultivo da palma forrageira como alternativa para alimentação animal no Semiárido
Área experimental acompanha o cultivo da palma forrageira como alternativa para alimentação animal no Semiárido | Foto: Agnelo Câmara

Em meio aos desafios impostos pela irregularidade das chuvas e pela pressão sobre a oferta de alimento para os rebanhos, um projeto apoiado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aposta na palma forrageira como alternativa estratégica para fortalecer a pecuária no Semiárido.

A iniciativa, vinculada ao programa Inova Palma, busca transformar a palma em farelo, ampliando sua durabilidade, viabilidade logística e potencial de uso na alimentação animal. A proposta é consolidar o insumo como uma commodity vegetal com potencial para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região, incentivando produção, processamento e comercialização.

Desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), o projeto trabalha na produção de farelo de palma com maior vida útil e valor nutricional. Segundo os pesquisadores, a alternativa pode reduzir perdas, facilitar o transporte e substituir insumos tradicionais, como milho e soja, diminuindo custos na alimentação animal e garantindo maior estabilidade produtiva.

A estratégia também reforça o uso de espécies adaptadas às condições climáticas do Semiárido, contribuindo para uma pecuária mais resiliente e sustentável.

Para o diretor de Planejamento da Sudene, Álvaro Ribeiro, a iniciativa representa uma solução construída a partir da realidade da região. “A palma passa a ser também uma alternativa com potencial de gerar renda, estimular o empreendedorismo rural e ampliar a autonomia dos produtores, especialmente da agricultura familiar”, afirmou.

Durante visita técnica ao projeto, a comitiva da Sudene acompanhou o estágio inicial da área experimental. Parte do cultivo, com 1,5 hectare, está em fase de crescimento, pouco mais de três meses após o plantio. As etapas de preparo do solo, adubação e manejo já foram concluídas, e o cronograma segue dentro do previsto.

Com investimento de R$ 3,2 milhões da Sudene, o projeto deve ser concluído em 2027, com a consolidação de protocolos técnicos para produção em escala da palma forrageira.

Nutrição e eficiência

Outra frente vinculada ao Inova Palma, desenvolvida desde 2021, busca ampliar a eficiência produtiva e reduzir desperdícios no cultivo da palma forrageira.

Com base em análises de solo e dados obtidos em campo, pesquisadores desenvolveram curvas de resposta à aplicação de nitrogênio e potássio, permitindo a criação de tabelas técnicas de recomendação conforme a fertilidade do solo e as necessidades nutricionais da planta.

Essa etapa recebeu investimentos de quase R$ 720 mil da Sudene, e a expectativa é de conclusão até o fim deste ano.

Relacionadas