Padronização
Mapa destaca impactos do Sisbi-POA no fortalecimento de agroindústrias
O sistema tem papel estratégico na inclusão produtiva e no desenvolvimento econômico local
O Ministério da Agricultura e Pecuária apresentou os impactos do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) no fortalecimento de pequenas agroindústrias durante a Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa. O sistema integra o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e tem como objetivo padronizar os procedimentos de inspeção, garantindo segurança alimentar e ampliando o acesso a mercados.
Durante a apresentação, a diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Suasa, Judi Nóbrega, destacou o papel estratégico do Sisbi-POA na inclusão produtiva e no desenvolvimento econômico local. “O Sisbi-POA deixa de ser apenas uma sigla e passa a ser resultado. Quando uma agroindústria ingressa no sistema, ela não recebe só autorização para vender fora do município. Ela ganha condição de crescer, investir, contratar e fortalecer a economia local, sempre com segurança sanitária”, afirmou.
Segundo ela, o modelo é baseado em responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. Enquanto o Mapa estabelece normas e supervisiona a equivalência, os serviços locais executam a inspeção e acompanham os estabelecimentos, o que permite ampliar o alcance da política pública sem comprometer a qualidade.
“Estamos falando de interiorização do serviço, de alcançar milhares de produtores e agroindústrias que antes não estavam no radar. O sistema permite qualificar esses estabelecimentos e dar acesso a novos mercados, com garantia de segurança sanitária”, ressaltou.
Também participou da apresentação o analista da Confederação Nacional de Municípios, Osni Morinish, que destacou a importância da atuação dos municípios na consolidação da política. Segundo ele, a estruturação dos serviços de inspeção municipal e a atuação por meio de consórcios têm sido fundamentais para viabilizar a adesão ao sistema, especialmente entre pequenos produtores.
“O nosso papel é mostrar ao gestor municipal que a inspeção sanitária não é custo, é investimento. É uma política que gera renda, fortalece a economia local e permite que o produtor saia da informalidade e acesse novos mercados”, afirmou.