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Colheita inédita de crisântemos reforça potencial da Zona da Mata para a floricultura

Produção de propriedade modelo sinaliza diversificação agrícola e fortalecimento de novas cadeias produtivas

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Com assistência técnica e capacitação, Sebrae apoia produtores na construção de uma nova cadeia produtiva de flores em AL
Com assistência técnica e capacitação, Sebrae apoia produtores na construção de uma nova cadeia produtiva de flores em AL | Foto: ASCOM SEBRAE-AL

Os tons de verde e ocre das lavouras tradicionais de Viçosa começaram a dividir espaço com uma paleta de cores vivas e vibrantes. A primeira colheita de crisântemos do município traz um novo visual para a paisagem da Zona da Mata e inaugura um ciclo de transformação econômica. A iniciativa prova que o solo alagoano é fértil não apenas para os alimentos que vão para o prato, mas também para a beleza que alimenta a alma e, principalmente, o bolso do produtor rural.

Já nas primeiras semanas desta chamada “safra de aprendizado”, os produtores perceberam a viabilidade do negócio. A iniciativa, que reúne 20 agricultores em Viçosa e outros 10 em Mar Vermelho, faz parte do projeto Plantas e Flores Ornamentais Temperadas do Sebrae Alagoas. Em parceria com as prefeituras dos dois municípios, o projeto tem como objetivo buscar novas possibilidades econômicas, levando em consideração as características de solo e clima da Zona da Mata alagoana, que se mostraram muito promissoras para a cultura de gladíolos e sansevierias, conhecidas também como espadas-de-são-jorge.

De acordo com o produtor Gênesis Geraldo Monteiro Cavalcante, um dos responsáveis pela propriedade modelo de crisântemos em Viçosa, as flores podem se tornar um bom negócio para as propriedades rurais da região. Mesmo com os custos com irrigação, energia, adubação e mão de obra, a atividade é lucrativa, inclusive em pequenos espaços.

Bastam três canteiros com área de 22 metros quadrados e o manejo correto para que o crisântemo, palavra que vem do grego e significa “flor de ouro”, faça jus ao retorno financeiro. Com uma produção média de três mil flores em um ciclo de 80 dias, o produtor consegue lucrar aproximadamente R$ 2.400 após descontar todos os custos.

Para garantir a circulação de renda, Gênesis explica que a estratégia é organizar o plantio nos canteiros para colher em semanas diferentes e assegurar o capital de giro.

Para o diretor técnico do Sebrae Alagoas, Keylle Lima, o projeto Plantas e Flores Ornamentais Temperadas demonstra, na prática, como a diversificação produtiva pode transformar a realidade do agricultor familiar. Segundo ele, a atuação do Sebrae começa no planejamento e segue até o acesso ao mercado, com assistência técnica, capacitações e orientação contínua, garantindo mais segurança para que o produtor inove de forma sustentável.

“Em Viçosa e Mar Vermelho, estamos acompanhando o surgimento de uma nova cadeia produtiva, que gera renda, valoriza o território e comprova que a floricultura é uma alternativa real e viável para a Zona da Mata alagoana”, destaca.

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