Governabilidade
Em novo mandato, Lula terá Congresso mais desafiador e precisará negociar para governar
Eleito presidente pela quarta vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará dificuldades para aprovar sua agenda a partir de 2027. O crescimento do PL, que elegeu 121 deputados federais e 29 senadores, e o apoio de partidos do Centrão a Flávio Bolsonaro no segundo turno devem exigir maior articulação do petista no Congresso.
PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e Novo declararam apoio a Flávio. Parte do MDB também ficou ao lado do candidato do PL. Já os partidos que compõem a base tradicional de Lula têm bancadas menores, o que torna necessário negociar apoio para cada proposta.
Entre as medidas que dependerão de articulação política está a proposta de tarifa zero no transporte público aos fins de semana. Lula também precisará manter o diálogo com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com quem obteve vitórias legislativas nos últimos meses.
A disputa pelo comando das duas Casas, em fevereiro de 2027, será decisiva. Motta e Alcolumbre poderão buscar a reeleição, enquanto o PL pretende ampliar sua influência no Congresso. Na Câmara, Motta articula apoio de partidos do Centrão e da esquerda para fortalecer sua candidatura e limitar o espaço da maior bancada da Casa.
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No Senado, o PL considera prioritário conquistar a presidência, que tem poder para decidir sobre o andamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a oposição fortalecida e uma base que não vota necessariamente em bloco, Lula terá de construir maiorias para aprovar suas propostas e garantir a governabilidade.