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Discurso

Presidente promete governar para todos e defende regulação das plataformas digitais

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O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um tom de conciliação no primeiro pronunciamento após a vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições desse domingo (25). Reeleito para o quarto mandato, com 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% do adversário, Lula prometeu governar para todos os brasileiros e afirmou que o país precisa superar a polarização política.

“A partir de 1º de janeiro, vou governar para 215 milhões de brasileiros e brasileiras, e não só para aqueles que votaram em mim”, declarou. Segundo ele, o Brasil precisa deixar de tratar adversários como inimigos. “Não existem dois Brasis. Existe um único povo, uma única nação”, afirmou, ao defender o diálogo com os partidos e os diferentes setores da sociedade.

Lula agradeceu aos eleitores, aos aliados e à juventude brasileira, além de destacar a participação de idosos que foram às urnas. Também agradeceu à ex-candidata à Presidência Simone Tebet (MDB), que apoiou sua candidatura no segundo turno, e a Deus. O petista afirmou que se considera um cidadão que passou por um processo de “ressurreição” e declarou: “Tentaram me enterrar vivo”.

Apesar do discurso de união, o presidente eleito criticou o uso da estrutura do Estado em favor do adversário durante a campanha e classificou a disputa como uma derrota do negacionismo e da mentira. Também defendeu a regulamentação das plataformas digitais, argumentando que crimes cometidos na internet devem receber tratamento semelhante aos praticados fora dela. Lula criticou ainda empresas de tecnologia que, segundo ele, influenciam eleições e não pagam impostos adequadamente no país.

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Na política externa, afirmou que pretende manter uma postura de igualdade nas relações com outros países, sem adotar uma posição de subordinação aos Estados Unidos. Durante o pronunciamento, citou o cantor e compositor Chico Buarque para defender uma diplomacia que trate todos os governos com o mesmo respeito.

PRIORIDADES

Lula prometeu ampliar os investimentos em saúde pública, economia digital, economia verde e economia criativa. Também defendeu medidas de proteção às mulheres e aos idosos, além de iniciativas para fortalecer a política ambiental e combater o desmatamento. Entre os projetos mencionados, citou a criação de uma inteligência artificial brasileira e a garantia de capacidade de armazenamento de dados para atender ao mercado nacional.

Na segurança pública, o presidente eleito defendeu maior participação do governo federal no enfrentamento à criminalidade e mencionou a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. “Para o trabalhador, proteção; para o bandido, prisão”, declarou.

Sobre a relação com o Congresso Nacional, Lula afirmou que pretende trabalhar com os parlamentares eleitos, apesar das previsões de dificuldades para aprovar propostas. Disse ainda que o respeito à Constituição deve orientar o novo governo.

Após o pronunciamento, Lula recebeu ligações de líderes internacionais que o parabenizaram pela vitória. Entre eles estavam os presidentes da Bolívia, do Uruguai e do Chile, além de António Costa, presidente do Conselho Europeu.

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