Reação
Flávio Bolsonaro diz que não reconhece resultado e fala em tentar anular eleições
Senador classifica como “inaceitável” a prorrogação da votação determinada por Cristiano Zanin
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial desse domingo (25), afirmou que não reconhece o resultado e anunciou que recorrerá à Justiça para pedir a anulação do pleito. O candidato criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o horário de encerramento da votação.
Flávio classificou a medida como “inaceitável” e acusou o ministro de alterar as regras eleitorais durante a votação. Segundo ele, a decisão foi tomada às 17h01, apesar de Zanin não integrar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo”, declarou o senador.
O candidato também questionou a isonomia entre os eleitores de diferentes estados e afirmou que não teria como saber quantos votos poderia ter recebido em localidades onde, segundo ele, as urnas não foram reabertas. Flávio disse que pretende acionar sua equipe jurídica para contestar o resultado.
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A posição contrasta com uma solicitação feita pela própria campanha do senador ao TSE na tarde deste domingo. Na ocasião, a equipe pediu a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
Após a divulgação do resultado, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”. Indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele também destacou a atuação da Justiça Eleitoral na condução da votação e da apuração.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também reconheceu a atuação das instituições no processo eleitoral. O procurador-geral da República e procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet Branco, afirmou que o Ministério Público cumpriu sua missão de fiscalizar a votação, combater irregularidades e assegurar o respeito à vontade dos eleitores.
Segundo Gonet, o cumprimento das regras e o exercício livre do voto fortalecem as instituições democráticas e garantem legitimidade à representação política.
Pelas redes sociais, o candidato a vice na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), também criticou o resultado da eleição. “A luta pelo Brasil continua. O que aconteceu hoje é inaceitável. Uma canetada do ex-advogado de Lula, agora ministro do STF, promoveu o desequilíbrio democrático”, escreveu Gaspar. “Não vamos desistir do Brasil!”.