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Eleições 2026

Lula é reeleito para quarto mandato após virada inédita no segundo turno

Após campanha acirrada, petista obtém 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro

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Lula comemora vitória logo após o TSE anunciar o resultado do segundo turno da eleição
Lula comemora vitória logo após o TSE anunciar o resultado do segundo turno da eleição | Foto: Ricardo Stuckert

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80, bateu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e foi reeleito nesse domingo (25) para seu quarto mandato, feito inédito na história brasileira.

O resultado foi confirmado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 21h10. Com 99,99% das urnas apuradas, o atual presidente tinha 51,79% dos votos válidos no segundo turno da disputa, contra 48,21% do senador pelo PL do Rio, que não poderia mais alcançar o petista. Em 2022, Lula bateu o pai do rival por 50,9% a 49,1%.

A vitória ocorreu após uma campanha acirrada, na qual Lula ficou em segundo lugar no primeiro turno contra o filho de seu antecessor e antagonista Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado após perder o pleito de 2022 para o petista.

O dia da eleição refletiu a tensão, com o Supremo Tribunal Federal adiando de forma inédita a votação em todo o País por duas horas, após queixa da campanha do PT sobre obstáculos à liberação do transporte público em dez estados, inclusive os populosos São Paulo e Bahia.

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A confusão teve tintas partidárias. Apesar de o problema ter sido apontado desde cedo, o ministro do Supremo Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral associado ao bolsonarismo, não se mexeu.

Coube ao ministro Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, determinar o prolongamento da votação, sendo seguido pelo colega. Isso levou a questionamentos imediatos de bolsonaristas nas redes, mas ministros de cortes superiores descartam a hipótese de anulação do pleito.

A apuração foi igualmente apertada, com os candidatos alternando a liderança —levando a comemorações com fogos e gritos em cidades como São Paulo, num clima de final de campeonato.

No centro da virada de Lula está a queda recorde na abstenção, que afetava majoritariamente segmentos que lhe davam mais intenção de voto. No primeiro turno, 21,08% não foram às urnas, número que foi a 19,11% neste domingo.

O ganho de votos do petista foi grande. Após ter perdido para Flávio a primeira rodada por 2,2 milhões de votos, abriu a vantagem em mais 4,4 milhões de votos —ou seja, reverteu em cerca de 6,6 milhões de votos a diferença entre os dois candidatos. O melhor desempenho em Minas Gerais e no Nordeste foi fundamental para isso.

É a primeira vez que um candidato conseguiu tal virada no segundo turno desde o primeiro pleito presidencial direto da redemocratização, em 1989. Em 2014, Dilma Rousseff (PT) saiu atrás de Aécio Neves (PSDB) nas pesquisas do segundo turno e venceu, mas ela havia chegado em primeiro na rodada inicial.

Lula terminou o segundo turno com 64,2 milhões de votos válidos, sua mais expressiva votação em números absolutos desde que começou a disputar a Presidência, em 1989. O dado não representa, no entanto, a maior vantagem percentual, já que o eleitorado também cresceu no período. Em 2002, Lula venceu José Serra (PSDB) com 61,27% dos votos válidos, maior margem de sua história.

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