Sem indícios suficientes
Gilmar arquiva pedido de investigação contra Alfredo Gaspar
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ontem o arquivamento do pedido de instauração de inquérito por contra Alfredo Gaspar , candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
A apuração teve início após acusação de estupro feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). A Polícia Federal também pediu para que o caso fosse investigado.
Antes de decidir se autorizava a abertura do inquérito, Gilmar determinou uma série de diligências preliminares. A pedido da PGR, foram adotadas medidas para tentar identificar os envolvidos e verificar se havia elementos mínimos que sustentassem as acusações. Em agosto, o ministro autorizou o envio de ofícios ao Google e a operadoras de telefonia, a transcrição de áudios e a intimação dos autores das notícias-crime para que complementassem as informações apresentadas.
Depois da realização dessas diligências, porém, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se no último domingo pelo arquivamento do caso. Segundo a decisão, a PGR afirmou que os elementos reunidos não permitiram confirmar a origem das comunicações nem identificar as pessoas diretamente envolvidas nos fatos.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido o arquivamento do caso sob o argumento de falta de provas e contradições nos depoimentos dos envolvidos. Gilmar, relator do caso, acatou o pedido da Procuradoria e mandou arquivar o caso. “Não se verifica, no estado atual dos autos, base indiciária suficiente para a instauração do inquérito pretendido”, escreveu Gilmar.
Desde o início, Gaspar negou a acusação e chegou a pedir ao STF que acelerasse a realização de exame de DNA para contestar a alegação de paternidade. Ele processou Lindbergh e Soraya..