Balanço
Procuradoria Eleitoral aguarda relatório da PF sobre denúncias de compra de votos e prisões
Procurador Marcial Duarte disse que ainda não é possível dimensionar a extensão das irregularidades
O procurador regional eleitoral e procurador da República, Marcial Duarte Coelho, deverá receber até o final desta semana o relatório da Polícia Federal com o levantamento das ocorrências registradas durante o primeiro turno das eleições neste Estado.
O documento deverá reunir informações sobre apreensões de grandes quantias em dinheiro, prisões e denúncias de tentativa de compra de votos, aliciamento de eleitores e prática de boca de urna em municípios do interior.
O procurador disse, nesse domingo (4), que alguns casos permanecem sob investigação e que ainda não é possível dimensionar a extensão das irregularidades ou apontar todos os responsáveis. “Houve algumas prisões, a maioria por boca de urna e tentativas de compra de votos. Vamos aguardar o relatório da Polícia Federal para quantificar e identificar possíveis infratores”, afirmou.
Apesar dos episódios que exigiram a intervenção das forças de segurança e da Justiça Eleitoral, Marcial Coelho avaliou que as ocorrências não tiveram capacidade de comprometer o processo eleitoral nos 102 municípios alagoanos.
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O Ministério Público Eleitoral contou com uma estrutura de fiscalização formada por 90 promotores de Justiça eleitorais, cinco procuradores da República e 20 servidores que deram suporte às atividades durante a votação em todo o Estado.
A avaliação é de que a presença dos representantes do Ministério Público e das forças de segurança contribuiu para impedir que situações pontuais de irregularidade ganhassem proporções capazes de interferir na livre manifestação dos mais de 2,4 milhões de eleitores aptos a votar no Estado.
Mesmo diante das ocorrências, o procurador regional eleitoral considerou que Alagoas teve um pleito tranquilo e dentro da normalidade. As principais dificuldades enfrentadas pelos eleitores foram as longas filas registradas em alguns locais de votação, sobretudo porque cada eleitor precisou digitar os números de seis candidatos.
Marcial Coelho ponderou, entretanto, que a demora já era esperada pela Justiça Eleitoral e poderia ser reduzida com o uso da tradicional “colinha”.
Segundo ele, “Quem foi com a colinha votou rápido, em um minuto no máximo. Mas tudo isto estava previsto pela Justiça Eleitoral”, assegurou. A expectativa agora se concentra no relatório da Polícia Federal, que deverá esclarecer a dimensão das ocorrências policiais e orientar eventuais novas medidas do Ministério Público Eleitoral. AF