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ELEIÇÕES 2026

Renan defende mandato para ministros do STF e promete cobrar Braskem

Candidato também fala em renegociação da dívida, combate às emendas secretas e ações em saúde e infraestrutura

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O candidato ao Senado Renan Calheiros (MDB) defendeu, nessa terça-feira (22), uma mudança na forma de atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), com a adoção de mandatos para os ministros da Corte. Em entrevista ao Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta

Renan Calheiros dá entrevista ao Bom dia Alagoas, da TV Gazeta
Renan Calheiros dá entrevista ao Bom dia Alagoas, da TV Gazeta | Foto: — Foto: Ailton Cruz

, o senador afirmou que o modelo poderia estabelecer períodos de oito a dez anos para os integrantes do Supremo, como ocorre, segundo ele, em outras democracias.

Renan também defendeu uma reforma mais ampla dos Poderes, com mudanças nas emendas parlamentares, no financiamento das campanhas e no Judiciário.

Sobre a indicação dos ministros do STF, afirmou que o presidente da República poderia continuar responsável pelas escolhas, mas com mandato de duração definida para os integrantes da Corte.

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O candidato também disse concordar com a idade mínima para ingresso no Supremo (35 anos), além de defender o fim dos chamados penduricalhos e dos supersalários do serviço público, sobretudo no Judiciário.

Outro tema de destaque na entrevista foi a situação das vítimas da Braskem em Maceió. Renan afirmou que pretende manter a defesa das pessoas atingidas pela mineração como uma das prioridades de um novo mandato.

Segundo o candidato, quase 60 mil pessoas que viviam na área afetada não teriam sido procuradas nem recebido indenizações. Ele afirmou que a empresa precisa indenizar quem ainda não foi contemplado.

Renan lembrou sua atuação na CPI da Braskem no Senado e afirmou que, à frente da Comissão de Assuntos Econômicos, pretende continuar acompanhando o caso.
O senador também criticou o acordo firmado entre a Prefeitura de Maceió e a Braskem envolvendo áreas da capital. Segundo ele, a gestão municipal teria feito um acordo que classificou como “criminoso” e permitido a transferência de áreas para a empresa. Renan afirmou ainda que a destinação dos recursos do acordo precisa ser esclarecida e responsabilizou politicamente o então prefeito pela operação.

DÍVIDA DE ALAGOAS

Ao falar sobre sua atuação em Brasília, Renan destacou a renegociação das dívidas dos estados durante o período em que presidiu o Senado.
Segundo ele, a mudança no indexador permitiu reduzir o peso das dívidas estaduais e abriu espaço para que os governos pudessem ampliar investimentos.

O candidato afirmou que pretende continuar atuando para viabilizar recursos para Alagoas e negociar condições favoráveis para o Estado.

LULA EM ALAGOAS

Renan também comentou a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Alagoas, prevista para esta quinta-feira (24). Para o candidato, a presença do presidente terá impacto na campanha eleitoral no Estado.

Renan afirmou que Lula lidera as pesquisas nacionais e que sua presença em Alagoas é importante para os aliados. O senador também declarou que está à frente nas pesquisas que considera sérias e que a disputa pelas duas vagas ao Senado é difícil.

A pesquisa Paraná Pesquisas divulgada em 21 de setembro, porém, mostrou Arthur Lira com 41,2%, Marina JHC com 37,8% e Renan com 34,6% das intenções de voto. O levantamento ouviu 1.400 eleitores entre 18 e 20 de setembro e tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais.

EMENDAS E TRANSPARÊNCIA

Renan também criticou o modelo de distribuição de emendas parlamentares. Segundo ele, houve falta de transparência e o chamado orçamento secreto representou uma distorção no uso dos recursos públicos.
O candidato defendeu que as emendas voltem a seguir critérios individuais e de bancada e afirmou que será necessário combater mecanismos que permitam a utilização de recursos sem transparência.

SEGURANÇA PÚBLICA

Na segurança, Renan defendeu uma política mais abrangente e o fortalecimento das forças policiais. Ele citou a integração entre Polícia Civil (PC) e Polícia Militar (PM) nos Centros Integrados de Segurança Pública (CISPs) como uma das medidas que, em sua avaliação, contribuíram para a violência em Alagoas.

O candidato também defendeu orçamento adequado para a área, sem contingenciamentos, planejamento e mudanças na legislação penal.
Renan lembrou ainda sua atuação na criação da Lei Maria da Penha e afirmou que, durante sua passagem pela Presidência do Congresso Nacional, participou da aprovação do crime de feminicídio.

SAÚDE E INFRAESTRUTURA

Na saúde, Renan defendeu a continuidade da regionalização dos serviços iniciada durante o governo de Renan Filho e mantida, segundo ele, por Paulo Dantas.
O candidato afirmou que a construção de hospitais no interior permite reduzir a pressão sobre as unidades de Maceió e melhorar o atendimento para quem depende exclusivamente do SUS.

Na infraestrutura, citou a expansão da malha rodoviária e os investimentos feitos pelo Estado. Também destacou o Canal do Sertão e afirmou que foi responsável por iniciar a obra e por incluir o projeto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Renan citou ainda o programa de irrigação em São José da Tapera e a construção do quinto trecho do Canal do Sertão como ações que devem contribuir para o desenvolvimento do interior.

EXPERIÊNCIA

Durante a entrevista, Renan também utilizou a própria trajetória política como argumento para buscar a reeleição. Ele lembrou que já foi deputado estadual, deputado federal, constituinte, ministro da Justiça, senador e presidente do Congresso Nacional.

O candidato afirmou que mantém o mesmo entusiasmo do primeiro mandato e disse que a experiência acumulada permite negociar recursos e defender interesses de Alagoas em momentos decisivos. “Na vida, o que não pode improvisar é a experiência”, afirmou.

Renan também citou o reconhecimento recebido do Congresso em Foco, que o apontou novamente como melhor senador, segundo sua declaração na entrevista.

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