Reação
Após ataques, associações de juristas manifestam solidariedade a desembargadora
Após ataques direcionados à desembargadora eleitoral Natália França Von Sohsten e à advogada Ana Lydia de Almeida Seabra, sua esposa, a Associação de Mulheres Juristas de Alagoas (AMJA) e a Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica – Comissão Alagoas (ABMCJ-AL) divulgaram, na sexta-feira (18), notas de repúdio e solidariedade às profissionais.
As entidades questionaram publicações que associaram os vínculos profissional e conjugal das duas a suspeitas de favorecimento ou interferência na atuação jurisdicional.
Segundo as associações, relações profissionais ou familiares, isoladamente, não constituem prova de irregularidade.
A AMJA afirmou reconhecer a liberdade de imprensa e a fiscalização de agentes públicos, mas defendeu que questionamentos sobre a atuação de autoridades sejam acompanhados de elementos concretos.
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A entidade também destacou que documentos públicos indicam que Ana Lydia já exercia função na Alagoas Previdência desde fevereiro de 2024.
A ABMCJ-AL também defendeu a autonomia profissional das duas mulheres e afirmou que a atuação da desembargadora deve ser analisada a partir de seus atos e decisões, sem que a relação conjugal seja utilizada, por si só, para levantar suspeitas.
As entidades ressaltaram que suas manifestações não analisam decisões judiciais específicas de Natália Von Sohsten relacionadas à advogada. O argumento central é que eventuais acusações de favorecimento ou interferência devem ser sustentadas por elementos objetivos.
As duas associações reafirmaram a defesa da liberdade de imprensa, da responsabilidade na comunicação e do respeito à honra e à trajetória profissional das mulheres.