Crise
Mendonça nega agir em causa própria e acusa Gilmar de constranger ministros do Supremo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu, na manhã de ontem, às críticas de Gilmar Mendes sobre sua condução do Caso Master e em relação aos supostos “vazamentos” no processo. O magistrado negou atuar em causa própria e alegou que o decano da Corte age em uma “tentativa de constranger” seus pares.
Mais cedo, Gilmar fez publicação nas redes sociais em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmou que Mendonça, ao relatar o caso, teria fins “político-eleitorais” com a divulgação de informações que citam o PGR.
O ministro também criticou a divulgação de vídeo de André Mendonça nas redes sociais em que agradecia o apoio popular recebido durante o episódio.
A publicação, segundo Gilmar, evidenciaria tentativa de obter ganhos políticos com o caso. Ele questionou qual seria o sentido de comemorar o apoio a uma iniciativa que não apresentava fundamento contra Gonet.
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Gilmar afirmou ainda que esse comportamento seria incompatível com a atuação de um magistrado imparcial e classificou o relator como um “boneco de campanha” e um “pixuleco eleitoral”.
Em seguida, Mendonça divulgou nota alegando que “jamais transformou o plenário num palanque ou picadeiro, vociferando aos berros, para tentar mascarar com truculência ilações vazias e que carecem de qualquer fundamento jurídico minimamente aceitável”.
Ainda na nota, Mendonça argumenta que o levantamento do sigilo no Caso Master não partiu dele. Ele também ressaltou que sua condução caminha de acordo com a Constituição: “O que o relator fez foi levantar o sigilo de procedimento específico, em decisão fundamentada e nos estritos limites do que lhe competia decidir. É no mínimo curioso que a crítica venha de quem sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação”.