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Renan cobra fim do sigilo para esclarecer caso Iprev cobra fim do sigilo para esclarecer caso Iprev

Senador atribui ao ex-prefeito JHC responsabilidade política pela aplicação de R$ 97 milhões no banco

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Renan defende a retirada total do sigilo das investigações
Renan defende a retirada total do sigilo das investigações

O senador Renan Calheiros (MDB) defendeu ontem a retirada integral do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. Durante agenda em Arapiraca, ele afirmou que a divulgação dos documentos é necessária para esclarecer tanto as suspeitas nacionais quanto o caso dos R$ 97 milhões aplicados pelo Iprev Maceió.

“Só há uma solução: quebrar o sigilo de toda a investigação. Tem muita informação que ainda não saiu e não é do conhecimento da opinião pública. A luz do dia é o melhor detergente que essa investigação do Master poderia ter”, declarou.

Renan lembrou que criou uma comissão na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para acompanhar as apurações. Segundo ele, também procurou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o relator André Mendonça, a Polícia Federal e o Tribunal de Contas da União para pedir a liberação das informações.

Ao tratar do caso de Maceió, o senador afirmou que o investimento do Iprev seria o maior realizado por um regime municipal de previdência no Banco Master e acusou a antiga gestão da capital de autorizar as aplicações sem decisão do conselho. “Tudo foi feito a mando do secretário de Finanças da Prefeitura, João Felipe, e do prefeito de Maceió. O caso do Iprev tem as digitais do prefeito”, afirmou.

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Renan também disse considerar “inevitável” que JHC seja responsabilizado com o avanço das apurações. A decisão da Justiça Federal que remeteu o caso ao STF registra que o Ministério Público Federal mencionou o “possível envolvimento” do ex-prefeito, sua condição de responsável legal pela unidade gestora e o poder de nomear e exonerar a cúpula do Iprev. O documento, porém, não declara que JHC seja formalmente investigado nem descreve uma conduta criminosa específica atribuída a ele.

JHC nega participação nas decisões sobre os investimentos e afirma que o Iprev possui autonomia administrativa e financeira. O ex-prefeito também não aparece entre os destinatários das medidas cautelares solicitadas pela Polícia Federal. O instituto sustenta que as aplicações seguiram as normas vigentes e que o valor representa um crédito no processo de liquidação do Banco Master, e não um prejuízo definitivamente consolidado.

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