Supremo
Ministro André Mendonça determina afastamento do diretor-geral da PF
Magistrado afirmou que vinha sendo monitorado; decisão é mantida pela maioria na Segunda Turma
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ontem o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A decisão também suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação de magistrados, integrantes da Advocacia Pública e da polícia judiciária.
Mendonça afirmou que vinha sendo monitorado pela inteligência da PF havia mais de 30 dias e classificou como ilegais relatórios produzidos sobre sua atuação e sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo o ministro, os documentos apresentavam falhas técnicas e não tinham autoria ou identificação oficial.
A medida foi tomada após o Partido Novo pedir providências para preservar as investigações relacionadas aos casos Banco Master e INSS. A legenda havia solicitado a prisão de Andrei Rodrigues, mas Mendonça optou pelo afastamento cautelar.
A decisão foi submetida à Segunda Turma do STF. Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam Mendonça, formando maioria de três votos pela manutenção do afastamento. Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu a conclusão do julgamento. A liminar, entretanto, continua em vigor. Com o afastamento de Andrei Rodrigues, o diretor-executivo da PF, William Murad, assume interinamente o comando da corporação.
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