Eleições 2026
Castro desiste de disputar o Senado, e PL busca novo nome no RJ
Partido avalia impacto político das investigações contra o ex-governador por envolvimento no caso do Banco Master
Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio, retirou ontem sua pré-candidatura ao Senado. Nas últimas semanas, ele foi alvo de operações da Polícia Federal ligadas à investigação sobre a fraude bancária no Banco Master.
Castro afirmou que tomou decisão para focar “completamente” em sua defesa. “Eu não tenho a menor dúvida da lisura de todos os atos”, disse ele em vídeo divulgado nas redes sociais.
A desistência de Castro abriu uma corrida interna no PL pela vaga na chapa bolsonarista que será encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro nas eleições de outubro. Dentro da legenda, o líder do partido na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, passou a ser apontado como favorito para assumir a candidatura, embora outras alternativas ainda estejam sendo avaliadas pela cúpula partidária. A expectativa é de que Flávio Bolsonaro bata o martelo sobre a composição já na próxima semana.
A saída de Castro foi comunicada na noite de quarta-feira (27) ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e ao presidente estadual da sigla, Altineu Côrtes. Nos bastidores, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a permanência de Castro na chapa havia se tornado politicamente desgastante. Integrantes do partido temiam que o avanço das investigações contaminasse a estratégia nacional da pré-campanha presidencial do senador.
Com a mudança de cenário, Sóstenes Cavalcante ganhou força dentro do PL. Dirigentes da legenda afirmam que o deputado reúne características consideradas estratégicas para o bolsonarismo fluminense, como forte inserção no meio evangélico, presença consolidada no interior do estado e alinhamento ao núcleo ideológico mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Procurado pelo Globo, Sóstenes afirmou ser “um soldado do partido”.
Apesar da preferência crescente pelo nome do líder da bancada, o PL mantém outras opções em análise. Um dos nomes monitorados é o do deputado federal Carlos Jordy, que há meses articula internamente uma candidatura ao Senado e voltou a ganhar espaço após o enfraquecimento político de Castro.