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    Aliados de JHC rechaçam convite feito por Renan Calheiros para migrarem para o MDB Renan Calheiros para migrarem para o MDB

    Chico Filho diz que qualquer decisão passa pela orientação de JHC

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    Imagem ilustrativa da imagem Aliados de JHC rechaçam convite feito por Renan Calheiros para migrarem para o MDB

Renan Calheiros para migrarem para o MDB
    | Foto: Dicom CMM

    Ao anunciar, na segunda-feira (16), que as portas do MDB em Alagoas estão abertas para o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, e seu grupo político, o senador Renan Calheiros reposiciona o debate eleitoral antes mesmo da definição oficial das candidaturas. Os aliados do prefeito, entretanto, rechaçaram a proposta do presidente do diretório estadual do MDB.

    A repercussão foi imediata na Câmara Municipal de Maceió, onde o PL detém a maior bancada, com 11 dos 27 vereadores, sendo que 24 parlamentares apoiam abertamente JHC.

    O movimento de Renan, interpretado por lideranças liberais como uma tentativa de mexer com o cenário, acabou produzindo efeito inverso: reforçou o discurso de unidade em torno do prefeito e fortaleceu a narrativa de que há um projeto consolidado em curso.

    Ontem, o presidente da Casa, vereador Chico Filho (PL), principal aliado do Executivo municipal no Legislativo, tratou de minimizar o impacto do convite do MDB, classificando-o como uma jogada estratégica.

    Chico Filho sugere que o gesto não foi genuinamente inclusivo, mas calculado para gerar ruído e provocar fissuras em um grupo que, até aqui, demonstra coesão em torno de JHC.

    LIDERANÇA DO GRUPO

    Mais do que negar qualquer possibilidade de migração partidária, Chico Filho reiterou a centralidade do prefeito como liderança do grupo, indicando que qualquer decisão passará por sua orientação.

    Em tom de campanha antecipada, o vereador foi além: ao destacar obras e ações na capital, projetou JHC como “o futuro governador de Alagoas”, sinalizando que o debate eleitoral já está em curso, ainda que formalmente travado por prazos e negociações.

    A construção da chapa majoritária, contudo, revela as complexidades típicas da política alagoana. Ao mencionar “oligarquias enraizadas”, Chico Filho expõe um diagnóstico recorrente no Estado: o de que projetos alternativos enfrentam resistências estruturais.

    A tentativa de montar um “arcabouço” político até o prazo de desincompatibilização indica que, embora haja entusiasmo, o grupo ainda trabalha para transformar intenção em viabilidade concreta.

    Dentro dessa estratégia, chama atenção a defesa explícita de uma composição que inclui o próprio Arthur Lira (PP) e o deputado Alfredo Gaspar (UB) como candidatos ao Senado, numa aliança que, em tese, contrasta com o discurso do MDB.

    A sinalização reforça que, apesar das tensões públicas, a política local segue sendo marcada por pragmatismo e possíveis rearranjos de última hora.

    Enquanto isso, vozes como a do vereador Leonardo Dias evocam o apoio da ala nacional do PL e da família Bolsonaro.

    CAUTELA

    Já no campo oposto, o líder do MDB, vereador Allan Pierre, mantém o discurso de portas abertas, enquanto aliados como ex- prefeito e vereador de oposição, Rui Palmeira (PSD), adotam cautela, evidenciando que o xadrez político alagoano permanece indefinido e que declarações contundentes, como as de Renan Calheiros, são menos ponto de chegada e mais peça de um jogo ainda em aberto.

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