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    Home > Política

    Após fim da janela

    Federação discute licença de deputados para dar espaço a suplentes

    Ronaldo Medeiros e Silvio Camelo devem se afastar do mandato para viabilizar a posse de Judson e Elida Miranda

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    Judson e Élida podem assumir vagas na Assembleia Legislativa
    Judson e Élida podem assumir vagas na Assembleia Legislativa | Foto: Divulgação

    A Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB, discute nos bastidores uma estratégia política para ampliar a visibilidade de suas lideranças e fortalecer a montagem da chapa proporcional para deputado estadual nas eleições deste ano. A proposta em análise prevê o afastamento temporário dos deputados estaduais Ronaldo Medeiros (PT) e Silvio Camelo (PV) para que os suplentes da federação assumam vagas na Assembleia Legislativa.

    Caso o acordo seja confirmado, devem assumir os suplentes Judson Cabral (PT), primeiro suplente da federação, e Elida Miranda (PT), segunda suplente.

    A movimentação tem como objetivo dar maior projeção política aos dois nomes e ampliar a capilaridade eleitoral da federação no interior e na capital, fortalecendo a articulação para formação da chapa proporcional que disputará cadeiras na Assembleia Legislativa.

    A decisão, no entanto, deve ocorrer apenas após o encerramento da chamada janela partidária (dia 3 de abril), período previsto na legislação eleitoral que permite a deputados trocarem de partido sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária.

    A janela ocorre normalmente nos meses que antecedem as eleições e é considerada estratégica para os partidos, pois permite reorganizar bancadas, ajustar alianças e viabilizar candidaturas competitivas. Durante esse intervalo, parlamentares podem migrar para outras siglas ou federações políticas, alterando o equilíbrio de forças e influenciando diretamente a montagem das chapas proporcionais.

    Por esse motivo, lideranças da federação avaliam que o cenário político precisa estar mais definido antes de qualquer movimento envolvendo licenças.

    Outro fator considerado essencial para a definição da estratégia é o alinhamento político com o Governador Paulo Dantas (MDB) e com o Presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor (MDB).

    Ambos são aliados de Ronaldo Medeiros e Silvio Camelo e participam das discussões sobre o eventual afastamento dos parlamentares. No caso de Camelo, a situação exige ainda mais articulação política, já que ele atualmente exerce a função de líder do governo na Assembleia, cargo que precisaria ser ocupado por outro deputado caso a licença se concretize.

    Segundo interlocutores, as conversas já foram iniciadas e seguem em andamento.

    EXPECTATIVA ENTRE
    OS SUPLENTES

    A suplente Elida Miranda confirmou que o tema está sendo debatido internamente, mas ressaltou que ainda não há uma data definida para a eventual posse. “Estamos fazendo as discussões no partido e na federação. Sigo acompanhando atentamente e, claro, quero que seja o mais breve possível”, afirmou.

    Ela destacou que o momento político ainda está muito concentrado nas movimentações da janela partidária. “As discussões em torno da janela partidária absorvem muito as atenções. Após esse período acredito que teremos encaminhamentos mais concretos, porque o cenário estará mais definido”, disse.

    Segundo Elida, seu nome tem sido bem avaliado dentro da federação. “As conversas estão fluindo bem. Meu nome é visto com bons olhos no partido e na federação”, declarou.

    Apesar da expectativa, ela afirma que ainda não há prazo definido para a decisão. “Não tem como afirmar uma data, porque ainda não foi alinhada. É uma dinâmica própria do calendário eleitoral”, explicou.

    Judson Cabral é engenheiro civil e atualmente ocupa o cargo de secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas, função para a qual foi nomeado pelo Governador Paulo Dantas em agosto de 2025. Com trajetória na esquerda alagoana, ele já exerceu mandato como deputado estadual e também presidiu o Serviço de Engenharia de Alagoas (Serveal).

    Já Elida Miranda tem origem política nas lutas populares do movimento estudantil. Ao longo da trajetória, foi diretora da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas e do Sindicato dos Jornalistas do estado, além de atuar no movimento pela democratização da comunicação.

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