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    Paulo articula força-tarefa com BNDES para acelerar contratos no Nordeste

    Grupo vai acompanhar 189 projetos aprovados, que somam mais de R$ 100 bi em investimentos previstos

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    Governador Paulo Dantas se reuniu ontem com diretora do BNDES para tratar de projetos do NE
    Governador Paulo Dantas se reuniu ontem com diretora do BNDES para tratar de projetos do NE | Foto: Eduardo Tadeu

    O Governador Paulo Dantas, presidente do Consórcio Nordeste, reuniu-se ontem, em Brasília, com a diretora do BNDES Maria Fernanda Ramos Coelho, para discutir a criação de um grupo executivo permanente com a missão de acelerar a formalização dos contratos de crédito aprovados na Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil.

    A iniciativa selecionou 189 projetos, que somam mais de R$ 100 bilhões em investimentos previstos. Com a fase de análise técnica em curso, a preocupação agora é reduzir o intervalo entre a aprovação e a assinatura dos contratos, etapa considerada crucial para que os recursos sejam efetivamente liberados.

    “O esforço de mobilização foi grande. Agora precisamos dar sequência. Projeto aprovado precisa virar contrato assinado”, afirmou Paulo Dantas.

    Durante o encontro, o Governador conversou por telefone com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e com o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, para alinhar o modelo de governança e o acompanhamento dos projetos. A proposta é que o grupo reúna representantes do BNDES, Banco do Brasil, Caixa, Banco do Nordeste, Finep, Sudene, Consórcio Nordeste e técnicos indicados pelos estados, com reuniões quinzenais e a meta de formalizar ao menos um contrato por estado a cada mês.

    Segundo Maria Fernanda, o desafio é transformar rapidamente a carteira aprovada em operações contratadas. A avaliação compartilhada no encontro é que parte das empresas, especialmente micro e pequenas, enfrenta dificuldades para cumprir exigências técnicas comuns a operações de crédito de longo prazo, como garantias, modelagem financeira e documentação.

    A secretária da Fazenda de Alagoas, Renata dos Santos, apontou que muitos projetos são considerados viáveis, mas esbarram na estrutura financeira das proponentes. O grupo executivo também deverá atuar no apoio técnico às empresas, com participação das secretarias estaduais de Fazenda e Planejamento.

    AÇÃO COORDENADA

    A Chamada Nordeste foi estruturada como ação coordenada entre bancos públicos federais e instituições regionais, com foco na ampliação do crédito produtivo e na redução de desigualdades históricas. O Nordeste concentra índices elevados de desemprego e carências em infraestrutura e industrialização, cenário frequentemente associado à escassez de financiamento de longo prazo.

    O que precisamos é de igualdade nas condições de financiamento para gerar mais emprego e renda para o nosso povo. Temos vocações econômicas claras e um setor produtivo preparado para crescer”, declarou Dantas.

    ntre os projetos aprovados, a área de energia responde por parcela significativa do volume financeiro, mas depende de licenças ambientais e autorizações regulatórias para avançar. Propostas de data centers verdes, outro eixo estratégico, enfrentam entraves ligados à regulamentação específica e à alta demanda por energia.

    A reunião também incluiu a discussão de uma estratégia regional para o turismo em 2026, com possível articulação junto ao Ministério do Turismo e uso de instrumentos do Fungetur. Maria Fernanda preside ainda a Associação Brasileira de Desenvolvimento, que reúne agências de fomento e bancos públicos, o que pode ampliar a coordenação de políticas voltadas à região.

    A expectativa dos gestores é que a nova estrutura de monitoramento reduza gargalos operacionais e acelere a execução dos investimentos, considerados estratégicos para estimular a industrialização e a geração de renda no Nordeste.

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