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    STF e Congresso vão criar regra de transição para ‘penduricalhos’

    Ministro Facchin se reuniu ontem com presidentes da Câmara e do Senado

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    Imagem ilustrativa da imagem STF e Congresso vão criar regra de transição para ‘penduricalhos’
    | Foto: — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

    O Supremo Tribunal Federal (STF) informou ontem que a Corte e o Congresso Nacional firmaram acordo para a criação de uma regra de transição para os chamados “penduricalhos”. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, se reuniu com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a portas fechadas.

    “Como encaminhamento, deliberou-se que nos próximos dias será formulada proposta de regra de transição, em respeito à Constituição e aos limites do teto constitucional”, diz a nota divulgada pelo Supremo após o encontro.

    Na reunião, também estavam o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, o vice-procurador geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, e o vice-presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes, além dos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino.

    Os dois magistrados são autores de decisões que suspenderam o pagamento de verbas de caráter indenizatório por resultarem em salários superiores ao teto do funcionalismo público, hoje no valor de R$ 46.366,19.

    “A reunião reflete um esforço de cooperação mútua, buscando o equilíbrio entre a autonomia institucional e o rigor fiscal demandado pela sociedade”, afirma a nota da Corte.

    Ainda segundo o Supremo, o encontro dessa terça ocorreu após uma reunião entre Fachin, Moraes e Dino com o ministro da Fazenda substituto, Dario Durigan, realizada na segunda-feira, 23.

    Na quarta-feira, 25, o plenário do STF vai julgar a liminar concedida por Dino. No início do mês, o ministro deu prazo de 60 dias para os Três Poderes revisarem os pagamentos e cortarem os que não tiverem amparo legal. Dino também determinou que o Congresso Nacional aprove uma lei para regulamentar esses benefícios.

    Autoridades dos Três Poderes demonstraram preocupação com o prazo. Primeiro, porque não haveria condições técnicas no serviço público para rastrear tantos contracheques em um prazo curto. Outro ponto é a dificuldade de se votar a medida no Congresso de forma tão rápida.

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