Educação
Avaliação mostra avanço da pós-graduação da Ufal e desafios em sustentar excelência
Instituição apresentou melhora nos indicadores de produção científica, internacionalização e estrutura acadêmica


A avaliação quadrienal da pós-graduação stricto sensu realizada pelo MEC, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), confirmou o avanço da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) no ciclo 2022–2026. A instituição apresentou melhora nos indicadores de produção científica, internacionalização e estrutura acadêmica, consolidando crescimento no cenário nacional.
Pela primeira vez, a Ufal alcançou a nota 7 da Capes — conceito máximo de excelência internacional — com o Programa de Pós-Graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos (PPG-Dibict). O Programa de Pós-Graduação em Física obteve conceito 6. No ciclo 2022/2023, 19 programas elevaram suas notas, refletindo avanço institucional em diferentes áreas.
O desempenho também resultou na aprovação de novos mestrados acadêmicos em Comunicação Social, Materiais e Odontologia. Diferentemente dos cursos lato sensu, os programas stricto sensu passam por avaliação rigorosa, com notas que variam de 3 a 7, critério que influencia diretamente a oferta de bolsas e o financiamento à pesquisa.
No início deste mês, a Ufal sediou reunião estratégica da área de Engenharias 1 com representantes da Capes para avaliar o ciclo encerrado em 2025 e discutir diretrizes para o próximo período. Participaram o reitor Josealdo Tonholo, o professor Vladimir Caramori — diretor do Centro de Tecnologia e coordenador adjunto da área na Capes — além de avaliadores e gestores acadêmicos.
De acordo com o reitor, a Ufal foi a universidade federal do Nordeste com maior crescimento percentual de notas na avaliação. A manutenção desse desempenho, contudo, dependerá da continuidade de investimentos, da ampliação da cooperação internacional e da capacidade de transformar os indicadores acadêmicos em impacto científico e social para Alagoas.
