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Quadrilha organizada atuou em assalto na Faria Lima, diz polícia

Perseguição terminou com troca de tiros, um suspeito morto e quatro feridos nessa terça-feira (3)

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Assalto a residência acabou em troca de tiros na Faria Lima
Assalto a residência acabou em troca de tiros na Faria Lima | Foto: Reprodução TV

A quadrilha responsável pelo assalto a uma residência no Morumbi, que terminou em perseguição e troca de tiros na Avenida Faria Lima, atuava de forma organizada e dividida em núcleos, segundo a Polícia Civil.

De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o grupo funcionava como uma associação criminosa estruturada, com divisão de tarefas e alternância entre os integrantes.

Cinco suspeitos participaram diretamente da ação desta terça-feira (3). Um deles morreu durante o confronto com a polícia e outros quatro foram baleados. As investigações indicam, no entanto, que a quadrilha possuía uma estrutura mais ampla, com outros integrantes que se revezavam nas ações criminosas.

O grupo vinha sendo monitorado pela Polícia Civil há meses, em uma investigação que envolveu análise de veículos, rotas de deslocamento e padrões de atuação. A polícia também apura a participação dos suspeitos em roubos a farmácias, especialmente de medicamentos de alto custo, como canetas emagrecedoras, além de assaltos a residências de alto padrão.

Segundo o delegado Clemente Calvo, da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio do Deic, a dinâmica do grupo previa a atuação simultânea de diferentes núcleos. Enquanto parte dos criminosos entrava no imóvel para executar o roubo, outros permaneciam do lado de fora, responsáveis pela logística, transporte dos bens, fuga e vigilância da aproximação de viaturas policiais. De acordo com o delegado, essa estratégia reduzia a exposição individual dos integrantes e permitia a realização de crimes em sequência, evidenciando um nível elevado de organização.

Todos os envolvidos têm antecedentes criminais por delitos como roubo, tráfico de drogas, receptação e porte ilegal de arma, conforme informou a polícia. As identidades não foram divulgadas.

A investigação avançou para a fase operacional no momento em que o grupo iniciou o assalto à residência no Morumbi. O portão do imóvel foi aberto com o uso de um controle remoto clonado. No interior da casa, apenas uma empregada doméstica estava presente. Ela foi rendida e amarrada no banheiro enquanto os criminosos separavam objetos de valor, que não tiveram o conteúdo detalhado pela polícia.

Os suspeitos foram flagrados deixando o local e reagiram à abordagem policial. Três deles foram baleados e presos ainda no bairro. Outros dois fugiram, dando início a uma perseguição de cerca de 23 minutos, por aproximadamente quatro quilômetros, até a Avenida Faria Lima, onde houve nova troca de tiros. Um dos suspeitos morreu no local e o outro foi preso. A polícia não informou o número de disparos efetuados.

No trecho da Faria Lima onde ocorreu o confronto, já não havia marcas visíveis da ação policial. As investigações continuam para identificar outros integrantes da quadrilha e localizar possíveis envolvidos que tenham conseguido escapar.

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