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Investigação

‘Sou favorável a uma CPMI do caso Master’, diz Renan Calheiros

Comissão presidida pelo senador alagoano instalou ontem grupo de trabalho para acompanhar investigações sobre o banco

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Renan disse que CPMI não atrapalharia trabalho da CAE do Senado


À mesa, presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). 

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Renan disse que CPMI não atrapalharia trabalho da CAE do Senado À mesa, presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado | Foto: Andressa Anholete

Em entrevista ontem à rede de TV CNN, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, declarou apoio à criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as fraudes envolvendo o Banco Master.

Segundo ele, uma eventual CPMI não concorreria com os trabalhos já em curso no Senado. “Se houver CPI, não terá problema. Os nossos trabalhos são complementares”, afirmou.

Ontem, a CAE instalou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre as irregularidades atribuídas ao banco. A iniciativa partiu de Calheiros, que ampliou a participação de senadores, inclusive da oposição. O senador Fernando Farias (MDB-AL) integra o grupo.

O plano de trabalho prevê visitas a autoridades como o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo Filho; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O grupo também poderá convocar autoridades, requisitar informações e sugerir medidas legislativas.

Durante a entrevista, Renan Calheiros questionou a atuação do Banco Central no caso e levantou a hipótese de pressões para evitar a liquidação do Banco Master.

“Nós temos primeiro que saber quem descumpriu a legislação existente e puni-los exemplarmente”, disse, ao defender que a apuração anteceda qualquer mudança nas regras de fiscalização.

O senador também afirmou ter solicitado ao TCU dados sobre possíveis pressões políticas relacionadas ao caso e defendeu a ampliação da quebra de sigilo das investigações. “A luz do sol acaba sendo o maior detergente”, declarou.

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