Editorial
Proteger vidas
Aos 29 anos, completados nesta semana, o Código de Trânsito Brasileiro continua sendo uma das principais ferramentas para organizar a circulação e proteger vidas. A lei trouxe avanços inegáveis ao estabelecer regras mais rigorosas para condutores, ampliar a fiscalização e responsabilizar comportamentos que colocam terceiros em risco.
O problema é que, quase três décadas depois, parte dessas regras ainda é tratada como mera recomendação. Álcool ao volante, excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas e desrespeito aos pedestres seguem fazendo vítimas. A imprudência permanece como um dos grandes obstáculos à redução das mortes no trânsito.
Não faltam normas. Falta, muitas vezes, fazê-las cumprir. Fiscalização insuficiente, infraestrutura inadequada e educação para o trânsito que não produz mudança efetiva de comportamento enfraquecem os resultados da legislação.
O aniversário do Código deve ser, portanto, um alerta. Uma lei de trânsito só cumpre sua função quando é respeitada, fiscalizada e aplicada. No trânsito, a tolerância com a imprudência tem um preço alto demais: vidas perdidas que poderiam ter sido preservadas.
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