Reflexão
Envelhecer com autonomia deve ser prioridade
O Brasil é um país que está envelhecendo muito rápido. Em poucos anos, teremos uma das maiores populações idosas do mundo. Diante dessa realidade, precisamos mudar a forma como pensamos o cuidado com os idosos.
Durante muito tempo, nosso foco esteve em tratar doenças. Mas existe uma pergunta ainda mais importante: como ajudar as pessoas a manterem sua autonomia?
Perder autonomia significa deixar de caminhar com segurança, depender de alguém para tomar banho, vestir-se ou até sair de casa. Muitas famílias acreditam que isso faz parte do envelhecimento. Nem sempre faz.
Em minha experiência profissional, atuando no Brasil e nos Estados Unidos, percebi uma diferença marcante. Enquanto grande parte da assistência ainda reage aos problemas quando eles acontecem, é possível adotar uma abordagem mais preventiva, identificando precocemente os riscos de perda da independência.
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Quanto antes a família percebe mudanças na mobilidade, no equilíbrio ou na disposição do idoso, maiores são as chances de preservar sua qualidade de vida.
Mais do que aumentar a expectativa de vida, precisamos aumentar a expectativa de autonomia.
Esse talvez seja um dos maiores desafios da saúde nos próximos anos: fazer com que as pessoas não apenas vivam mais, mas vivam melhor, com independência, dignidade e participação ativa na sociedade.
Afinal, envelhecer é inevitável. Perder a autonomia, em muitos casos, não precisa ser.