Editorial
Perda de fôlego
A queda de 0,6% do IBC-Br em junho confirma que a economia brasileira entrou em uma trajetória de desaceleração. O indicador do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, ainda acumula crescimento de 1,5% no primeiro semestre, mas o avanço de apenas 0,2% no segundo trimestre, após a expansão de 1,1% nos três primeiros meses do ano, revela a perda de fôlego.
O resultado também evidencia o efeito da política monetária restritiva. Com a Selic em 14% ao ano, indústria e serviços, setores mais dependentes de crédito e consumo, começam a sentir com maior intensidade o custo do dinheiro. A retração da indústria e dos serviços em junho reforça a percepção de que os juros elevados, somados ao endividamento das famílias, estão limitando a demanda e os investimentos.
A desaceleração, contudo, não deve ser interpretada como sinal de recessão. A economia ainda apresenta crescimento em relação ao ano anterior e conta com a contribuição positiva da agropecuária. O que se desenha é um ritmo mais moderado, que tende a prevalecer no segundo semestre.
Nesse cenário, os dados de atividade podem reforçar o espaço para a continuidade da redução da Selic. O Banco Central precisará encontrar o equilíbrio entre combater as pressões inflacionárias e evitar que uma política monetária excessivamente restritiva imponha um freio maior à economia.
Caminhão derruba poste e deixa moradores sem energia em Arapiraca
Suspeito de matar jovem que vendia frutas na Pajuçara é preso em Maceió
Jovem de 18 anos desaparece após sair para tomar sorvete e é encontrada morta
Morte de 80 cavalos gera denúncia e prejuízo de R$ 82 milhões em AL