AGRONEGÓCIO
Ao produtor rural, com respeito
O mês de julho traz ao país e aos brasileiros duas datas emblemáticas: o Dia do Pecuarista, comemorado no dia 15, e o Dia do Agricultor, celebrado em 28 de julho. Celebrar esses dois marcos, para além de uma mera data no calendário, é um dever cívico, considerando a nobreza do trabalho dos produtores rurais que, em uma tradição secular, produzem alimentos, geram empregos e ajudam a movimentar uma das maiores economias do mundo.
Os dados oficiais revelam que 25,13% da soma das riquezas produzidas no Brasil em 2025 — o Produto Interno Bruto (PIB) — teve o agronegócio como base. Isso representa vultosos R$ 3,2 trilhões, além de outro dado impactante: 26% de todos os empregos no Brasil são gerados pelo agro.
Os dados oficiais também apontam que, em 2025, o agronegócio respondeu por 49% de todas as exportações brasileiras, abastecendo mais de 200 mercados internacionais. O país ocupa posição de liderança mundial nas exportações de soja, açúcar, café, algodão, carne bovina e carne de frango.
Tenho orgulho de vir da roça, como sempre gosto de afirmar. Ao longo dos meus 48 anos dedicados ao agro, pude testemunhar as mais profundas e espetaculares transformações no campo. Muito antes da chegada de máquinas altamente tecnificadas e de soluções tecnológicas, a grande transformação começou pelo posicionamento sustentável do produtor rural.
O profissional do campo qualificou-se, tornou-se mais consciente de seu papel na proteção ambiental e segue em busca, permanentemente, do conhecimento científico para continuar fazendo com que a vida avance, construindo um agro cada vez mais forte e relevante para todos. Por isso, a cada agricultor e a cada pecuarista deste país, nosso respeito e nossa homenagem.