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Comemoração

O amor que permanece

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Na última sexta-feira, 12 de junho, foi comemorado pelos jovens e pelos casais apaixonados o Dia dos Namorados, uma data que desperta sentimentos especiais. Flores, presentes, mensagens carinhosas e declarações de afeto marcam esse momento dedicado aos enamorados. No dia 13, logo em seguida, é celebrado o Dia de Santo Antônio, conhecido como o “santo casamenteiro”, cuja devoção atravessa gerações e mantém viva a esperança daqueles que anseiam encontrar um grande amor ou fortalecer a união já construída. Na minha casa, era tradição a trezena de Santo Antônio. Toda a minha infância e adolescência foram marcadas pela convivência profundamente agradável de inúmeros amigos e amigas que frequentavam assiduamente a minha casa durante a comemoração desses festejos.

Essas datas nos convidam a refletir sobre um dos sentimentos mais nobres da existência humana: o amor. Não apenas o amor romântico dos primeiros encontros e das descobertas da juventude, mas aquele amor maduro, que resiste ao tempo, supera dificuldades e se transforma no alicerce da família.

Lembro-me de uma antiga história que ouvi certa vez. Dizia que duas árvores foram plantadas lado a lado em uma vasta planície. Durante os primeiros anos, cada uma cresceu de forma independente. Com o passar do tempo, suas raízes foram se entrelaçando silenciosamente sob a terra. Quando vieram as tempestades mais fortes, os ventos tentaram derrubá-las, mas elas permaneceram firmes porque uma sustentava a outra. O segredo de sua resistência não estava na força individual, mas na união que haviam construído ao longo dos anos.

Assim acontece com os casais que edificam suas vidas sobre os valores do respeito, da confiança e da cumplicidade. O verdadeiro amor não é apenas emoção; é decisão diária, é permanecer ao lado de quem se ama nos momentos de alegria, mas também nos de incerteza e sofrimento. É compreender que nenhuma relação é perfeita, mas pode ser feliz quando existe disposição para dialogar, perdoar e recomeçar.

Vivemos tempos em que muitas relações se tornam frágeis diante das primeiras dificuldades. A rapidez da vida moderna, os compromissos profissionais e a excessiva valorização do individualismo acabam afastando as pessoas da convivência profunda e sincera. Entretanto, continua sendo dentro da família que encontramos os maiores exemplos de amor, solidariedade e acolhimento.

À minha querida esposa, Myrza, o meu amor eterno pela passagem de seu aniversário, neste fim de semana dos Namorados.

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