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Reflexão

O Brasil voltou a criar condições para crescer

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Um estudo recente do Santander trouxe uma sinalização importante sobre os desafios e as oportunidades da economia brasileira nos próximos anos. Segundo os economistas da instituição, o Brasil precisará elevar sua taxa de investimento para sustentar um crescimento mais forte e contínuo.

Hoje, os investimentos no país giram em torno de 17% do PIB, enquanto economias emergentes mais competitivas operam acima de 22%. O estudo aponta que, mantido o cenário atual, o crescimento potencial brasileiro ficaria próximo de 1,5% ao ano. Com a ampliação gradual dos investimentos, o país poderia alcançar taxas próximas de 3%.

Os números mostram que o desafio econômico do Brasil não é a falta de potencial, mas a criação de condições capazes de transformar capacidade produtiva em crescimento sustentável. Nesse ponto, o governo do presidente Lula vem conduzindo medidas importantes para reorganizar a economia e melhorar o ambiente de investimentos.

A aprovação da reforma tributária foi uma das decisões econômicas mais relevantes das últimas décadas. Depois de mais de 30 anos de debate, o Brasil começou a substituir um sistema complexo e burocrático por um modelo mais moderno, com simplificação dos impostos sobre o consumo, redução de distorções e maior segurança jurídica para empresas e investidores.

A expectativa do próprio mercado é de que a medida ajude a elevar a produtividade, a competitividade e o crescimento econômico nos próximos anos.

Outro movimento importante foi o avanço na revisão de benefícios fiscais considerados excessivos. O Congresso aprovou medidas para a redução gradual de até 10% dos incentivos tributários federais, numa tentativa de melhorar as contas públicas e ampliar a capacidade de investimento do Estado. Hoje, as renúncias fiscais no Brasil ultrapassam R$ 600 bilhões por ano, valor próximo de 5% do PIB.

Além disso, o governo Lula retomou investimentos estratégicos em infraestrutura, fortaleceu programas de concessões e ampliou o diálogo com o setor produtivo para atrair capital privado nacional e internacional. Em um momento em que o mundo disputa investimentos em energia, logística, tecnologia e transição energética, previsibilidade econômica e estabilidade institucional tornaram-se ativos fundamentais.

A própria pesquisa aponta que o Brasil possui vantagens competitivas importantes, como matriz energética forte, agronegócio altamente competitivo e mercado consumidor robusto. Mas crescimento sustentável exige continuidade, planejamento e capacidade de investimento.

O Brasil voltou a discutir desenvolvimento de longo prazo. E os sinais econômicos mostram que, com estabilidade, responsabilidade fiscal e estímulo aos investimentos, o país pode voltar a crescer acima da média registrada na última década.

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