Editorial
Respiro verde
Respiro verde
A redução do desmatamento no Brasil em 2025 representa uma notícia relevante em meio a anos de devastação ambiental crescente. Pela primeira vez desde 2019, a área desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares, resultado que indica avanço na fiscalização, no monitoramento e na pressão por práticas mais sustentáveis. A queda registrada em todos os biomas, especialmente no Pantanal, demonstra que políticas públicas e ações de controle podem produzir efeitos concretos.
Ainda assim, os números exigem cautela. O País perdeu quase 985 mil hectares de vegetação nativa em apenas um ano, uma média alarmante de 112 hectares por hora. Amazônia e Cerrado seguem sob forte pressão, impulsionados principalmente pela expansão agropecuária, responsável por praticamente todo o desmatamento registrado.
O levantamento do MapBiomas também reforça a importância das terras indígenas e unidades de conservação como barreiras à devastação, embora até essas áreas continuem ameaçadas.
A queda do desmatamento, entretanto, não pode servir de acomodação. É necessário conciliar produção econômica, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável, por meio de uma política ambiental permanente, capaz de proteger seus biomas e preservar um patrimônio natural estratégico para o futuro do planeta.