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Editorial

Avanço desigual

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O Brasil atingiu pela primeira vez o patamar “muito alto” de Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH, de acordo com dados divulgados ontem pela ONU. O avanço do IDH de 0,744 para 0,805 entre 2012 e 2024 revela melhora consistente em indicadores fundamentais, como renda, educação e longevidade, além de demonstrar capacidade de recuperação após os impactos sociais e econômicos provocados pela pandemia de Covid-19.

Os números mostram avanços reais. Mais brasileiros concluíram a educação básica, a expectativa de vida aumentou e a renda média voltou a crescer. Trata-se de um retrato positivo de políticas públicas que, apesar das limitações, conseguiram ampliar oportunidades e reduzir parte das desigualdades históricas. Entretanto, o mesmo levantamento evidencia que o País ainda convive com distâncias sociais profundas.

Brasil melhora, mas de forma desigual. O desafio agora não é apenas crescer nos indicadores globais, mas garantir que esse desenvolvimento alcance de maneira mais equilibrada todas as regiões e grupos sociais.

Sem enfrentar as disparidades raciais, de gênero e de renda, o avanço estatístico corre o risco de não se traduzir plenamente em desenvolvimento humano efetivo para toda a população.

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