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Editorial

Inserção internacional

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A formalização do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia representa um marco que transcende a agenda econômica imediata. Sancionado pelo Presidente Lula nessa terça-feira, o tratado encerra um ciclo de 27 anos de negociações e projeta uma nova inserção internacional para o Brasil e seus parceiros regionais, em um cenário global cada vez mais marcado por tensões comerciais e tendências protecionistas.

O alcance do acordo é expressivo: trata-se da integração entre dois blocos que somam cerca de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto superior a US$ 20 trilhões. Ao facilitar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu e ampliar a presença de bens europeus no Mercosul, o tratado tende a intensificar a concorrência, estimular ganhos de produtividade e atrair investimentos.

A relevância desse momento remete diretamente à origem do próprio Mercosul, formalizado com a assinatura do Tratado de Assunção pelo então Presidente Fernando Collor e os chefes de governo de Argentina, Paraguai e Uruguai, o tratado estabeleceu as bases para a constituição de um mercado comum, com livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos.

Três décadas depois, o acordo com a União Europeia sinaliza a maturidade institucional do bloco e sua capacidade de se projetar como ator relevante no comércio internacional.

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