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Editorial

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A Comissão Temporária do Código Civil do Senado discutiu propostas de atualização da legislação, com impacto direto sobre regras de família e sucessão. Participantes da audiência realizada nessa quinta-feira (9) defenderam ajustes pontuais para evitar aumento de conflitos e garantir maior proteção nas relações familiares.

A atualização é necessária diante das transformações sociais das últimas décadas, mas o debate em curso no Congresso expõe um risco evidente: modernizar sem o devido cuidado pode ampliar a insegurança jurídica.

As propostas discutidas mostram preocupação com o excesso de conceitos abertos, que acabam transferindo ao Judiciário decisões que deveriam estar claramente definidas em lei. O resultado pode ser o aumento da judicialização e da imprevisibilidade nas relações.

Há também o desafio de equilibrar autonomia e proteção. Ajustes não podem restringir direitos já consolidados nem criar barreiras desnecessárias, sobretudo para a população mais vulnerável. Ao mesmo tempo, mudanças apressadas podem comprometer a coerência do código e gerar contradições.

Revisar o Código Civil é inevitável, mas exige precisão e cautela. Mais do que inovar, o Legislativo precisa garantir regras claras e estáveis, capazes de reduzir conflitos e dar segurança às relações sociais e econômicas.

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