Editorial
Inserção internacional
Inserção internacional
A promulgação ontem, pelo Congresso Nacional, do acordo entre o Mercosul e a União Europeia encerra uma negociação que inaugura uma nova etapa para a inserção internacional do Brasil e da América do Sul. Mais do que um tratado comercial, trata-se de um gesto político em favor da integração econômica e do multilateralismo em um momento de crescente fragmentação da ordem global. O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto combinado superior a US$ 22 trilhões.
Esse avanço também convida a relembrar a importância histórica do Mercosul. O bloco nasceu com a assinatura do Tratado de Assunção, firmada em 1991 durante o governo do então Presidente Fernando Collor, com o objetivo de integrar economicamente Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. À época, tratava-se de uma aposta estratégica na abertura econômica e na cooperação regional como instrumentos de desenvolvimento.
Mais de três décadas depois, o Mercosul demonstra que continua sendo um pilar da política externa brasileira. O tratado reafirma uma convicção essencial: em um mundo cada vez mais disputado, a integração regional e o diálogo entre blocos continuam sendo caminhos fundamentais para o crescimento econômico e a estabilidade política.