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    Editorial

    Fôlego reduzido

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    Os dados divulgados ontem pelo IBGE confirmam o que já se desenhava ao longo do ano: a economia brasileira perdeu fôlego em 2025. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3%, abaixo dos 3,4% registrados em 2024, refletindo, sobretudo, os efeitos de uma taxa básica de juros fixada em 15%.

    Ainda assim, o resultado não pode ser interpretado como fracasso. Houve expansão em todos os grandes setores da economia. A agropecuária avançou expressivos 11,7%, impulsionada pela supersafra de soja e milho, reafirmando o peso estrutural do campo na sustentação do PIB. A indústria cresceu 1,4%, enquanto o setor de serviços registrou alta de 1,8%.

    O dado mais preocupante aparece na margem. No último trimestre, a economia praticamente estagnou, com crescimento de apenas 0,1%. O ritmo de expansão vem desacelerando gradualmente, sinalizando que os efeitos defasados dos juros elevados continuam a pressionar a atividade.

    Para 2026, o cenário dependerá, fundamentalmente, da trajetória das taxas de juros. Se houver espaço para flexibilização, a tendência é de recuperação gradual do investimento produtivo e do consumo das famílias. Caso contrário, o país poderá enfrentar mais um ano de crescimento moderado. O desafio será encontrar o ponto de equilíbrio entre estabilidade macroeconômica e expansão sustentável.

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