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    Editorial

    Protagonismo e credibilidade

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    Aos 92 anos de circulação ininterrupta, a Gazeta de Alagoas reafirma sua condição de marco do jornalismo brasileiro e patrimônio maior de Alagoas. Desde 25 de fevereiro de 1934, quando chegou às bancas pela primeira vez, o matutino se propôs a acompanhar os rumos e destinos do Estado e assim tem feito, registrando em suas páginas as transformações sociais, políticas e comportamentais, as descobertas da ciência, as conquistas esportivas e as revoluções que moldaram gerações.

    Naquele início, com Alagoas ainda contando com menos de um milhão de habitantes e apenas 33 municípios, e uma Maceió que somava pouco mais de 130 mil moradores, a Gazeta já se colocava como espelho e voz da sociedade. Ali, a história começou a ser eternizada em papel e, com ela, a identidade de um povo.

    Esse compromisso ganhou ainda mais força a partir da década de 1950, quando Arnon de Mello, jornalista, empresário e homem público, assumiu a direção e a propriedade do periódico, impulsionando sua transformação no principal veículo de comunicação do Estado. Arnon trouxe à Gazeta uma visão moderna e ambiciosa, assegurando que a voz dos alagoanos fosse ouvida em suas próprias páginas e contribuindo decisivamente para que o matutino se consolidasse como um pilar da imprensa local e um instrumento vital de informação e cidadania.

    Sob sua liderança, a Gazeta tornou-se o eixo de um amplo complexo de comunicação, a base do que hoje é a Organização Arnon de Mello, que inclui rádio, televisão e portal, conectando Alagoas com o presente e projetando sua identidade e potencial para o futuro.

    A Gazeta continua a eternizar os fatos em suas páginas e a se renovar diariamente, reafirmando sua função de fortalecer a democracia e oferecer um jornalismo comprometido com os valores éticos e com a construção de um futuro melhor para Alagoas e o Brasil.

    Ao longo dessas nove décadas, o periódico não foi apenas testemunha da história: foi parceiro ativo do desenvolvimento de Alagoas. Acompanhou crises econômicas, mudanças de regimes, avanços democráticos e profundas transformações tecnológicas. Da composição mecânica à informatização da redação, da chegada da internet à consolidação das plataformas multimídia, cada inovação foi incorporada sem que se perdesse o compromisso essencial com a credibilidade e a responsabilidade editorial.

    A Gazeta jamais interrompeu sua missão, nem mesmo nos períodos mais adversos, como a recente pandemia. Reinventou-se, fortaleceu sua presença no impresso e no digital, adaptou-se às novas experiências de leitura e manteve-se comercialmente sólida, sempre pautada pela isenção, pela análise qualificada e pelo respeito ao leitor.

    Ao completar 92 anos, o periódico mantém seu protagonismo e sua credibilidade, renovando seu compromisso com o povo alagoano de agora e das próximas gerações. Continua a eternizar os fatos em suas páginas – sejam elas de papel ou digitais – e a se renovar diariamente para permanecer no cotidiano de quem mais importa: o leitor. Em tempos de desinformação e superficialidade, o jornalismo de verdade, responsável e comprometido com a isonomia é mais necessário do que nunca.

    Hoje, mais do que relatar fatos, a Gazeta reafirma sua função de fortalecer a democracia, ampliar o debate público e oferecer às novas gerações um jornalismo de verdade, comprometido com a sociedade, com a formação de opinião, com os valores éticos e com a construção de um futuro melhor para Alagoas e para o Brasil.

    Assim, ao celebrar seus 92 anos, o matutino honra sua trajetória, reconhece suas raízes e renova com determinação o compromisso de continuar eternizando os fatos em suas páginas, conectando passado, presente e futuro, fiel à missão que sempre a guiou: informar com responsabilidade e estar, hoje e sempre, ao lado do povo alagoano.

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