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    Editorial

    Oportunidade

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    O Presidente Lula assinou ontem decreto que regulamenta o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A medida marca um avanço significativo na busca por soluções para o endividamento crônico que assola as unidades federativas brasileiras.

    Com dívidas que ultrapassam R$ 760 bilhões, concentradas majoritariamente em estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, o cenário fiscal estadual tornou-se insustentável, comprometendo investimentos essenciais e a prestação de serviços públicos de qualidade.

    O Propag oferece condições mais favoráveis para a renegociação dessas dívidas, incluindo descontos nos juros, parcelamentos em até 30 anos e a possibilidade de utilização de ativos estaduais como forma de pagamento. Além disso, exige contrapartidas em investimentos estratégicos, como educação, saneamento e segurança, promovendo não apenas o alívio fiscal, mas também o desenvolvimento social.

    No entanto, é fundamental que os estados aproveitem essa oportunidade com responsabilidade, implementando reformas estruturais e fortalecendo a gestão fiscal para evitar o retorno a ciclos de endividamento. A adesão ao programa deve ser vista não como uma solução definitiva, mas como um passo importante rumo à sustentabilidade financeira.

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