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JUSTIÇA

STJ nega pedido de liberdade provisória a Deolane Bezerra

Advogados de defesa argumentaram que não há requisitos legais para uma prisão preventiva

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Deolane foi presa em 21 de maio sob suspeita de lavar dinheiro para o PCC
Deolane foi presa em 21 de maio sob suspeita de lavar dinheiro para o PCC | Foto: — Divulgação

Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negaram nessa terça-feira (9) o pedido de habeas corpus da influenciadora Deolane Bezerra, presa desde 21 de maio. Ela está detida na penitenciária feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Deolane é suspeita de atuar como caixa da lavagem de dinheiro da família de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital). O Ministério Público diz ver uma relação próxima entre a família de Marcola e Deolane. Ambos negam as acusações.

Investigadores relatam que o esquema envolve a operação de empresas de fachada por onde circulam quantias de fontes supostamente ilícitas.

No pedido ao STJ, os advogados de Deolane argumentaram que não há requisitos legais para uma prisão preventiva (sem prazo), como risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. Os defensores pediram que a prisão fosse revertida em domiciliar.

A Folha apurou que os ministros decidiram manter a prisão preventiva por entenderem que o caso ainda será analisado por cortes inferiores.

Segundo o Ministério Público, a proximidade entre Deolane e Francisca Alves da Silva, mulher de Alejandro Camacho Júnior, irmão de Marcola, foi um dos elementos considerados para iniciar a investigação sobre a suposta participação da influenciadora na lavagem de dinheiro para o PCC.

No último dia 27, a defesa de Marcola afirmou que ele não conhece a influenciadora Deolane Bezerra e que ficou "indignado" com a investigação sobre lavagem de dinheiro da facção.

No dia 29 de maio, a Polícia Civil encaminhou um relatório final complementar à Justiça paulista em que pede o indiciamento de sete pessoas, entre eles Marcola e Deolane.

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