Violência
RJ: chefe do tráfico e outras 7 pessoas morrem em ação da PM
Ônibus foram sequestrados pelos criminosos para ser usados como barricadas
U
ma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais na região central do Rio de Janeiro terminou com oito mortos na manhã de ontem e foi seguida por uma série de ataques criminosos, incluindo ônibus incendiados e vias bloqueadas.
Entre os mortos está Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres e integrante do Comando Vermelho. Também morreu o morador Leandro Silva Souza, que havia sido feito refém junto com a esposa durante a ação. Outras duas pessoas ficaram feridas, incluindo policiais.
A morte de Leandro ocorreu após criminosos invadirem uma quitinete na Rua Barão de Petrópolis. Segundo a polícia, houve tentativa de negociação, mas os suspeitos atiraram de dentro do imóvel. Leandro foi baleado na cabeça e não resistiu.
Na sequência, policiais reagiram e seis suspeitos foram atingidos; todos morreram após serem socorridos.
Após a operação, criminosos promoveram ataques em ruas próximas às comunidades dos Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos. Na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, um ônibus foi incendiado, gerando uma densa coluna de fumaça e impactando o acesso ao Túnel Rebouças. Outros coletivos foram sequestrados e utilizados como barricadas, levando ao fechamento do comércio na região.
De acordo com a Polícia Militar, a operação tinha como objetivo reprimir crimes como roubo de veículos e tráfico de drogas. O secretário da corporação, coronel Marcelo de Menezes, classificou como “covarde” a ação que resultou na morte do morador.
O comandante do Bope, tenente-coronel Marcelo Corbage, afirmou que a equipe buscava uma solução pacífica antes do confronto, mas reagiu após disparos feitos pelos criminosos. A mulher de Leandro foi resgatada em estado de choque.