INSS
Deputada do CE é alvo de operação da PF sobre fraudes
Maria Gorete terá de usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro André Mendonça
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram ontema Operação Indébito, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.
Entre os alvos está a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que foi alvo de mandados de busca e apreensão e terá de usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
A operação é um desdobramento da Operação Sem Desconto e busca aprofundar as investigações sobre a inclusão irregular de cobranças em benefícios previdenciários. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão no Distrito Federal e no Ceará.
Os mandados de prisão tiveram como alvo o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada Cecília Rodrigues Mota, apontados como articuladores do esquema. Segundo a investigação, o grupo utilizava testas de ferro para movimentar valores obtidos com os descontos indevidos.
De acordo com a PF, os investigados são suspeitos de inserir dados falsos em sistemas oficiais para viabilizar cobranças não autorizadas em aposentadorias e pensões, prática que pode ter atingido beneficiários em diferentes regiões do país. Eles também são investigados por organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.
Relatório da PF enviado ao STF indica ainda que Gorete Pereira teria recebido propina para facilitar acordos fraudulentos com o INSS. Em decisão que autorizou a operação, Mendonça citou mensagens interceptadas nas quais Natjo de Lima Pinheiro menciona que a parlamentar receberia cerca de R$ 1,5 milhão.