PORNOGRAFIA
Piloto suspeito de liderar rede de abuso infantil é preso em SP
Homem, que não apresentou defesa, é apontado como líder de rede que aliciava mães e avós em troca de imagens e encontros
A Polícia Civil de São Paulo prendeu um piloto de 60 anos dentro do avião no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, suspeito de comandar uma rede de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável. Ele não apresentou defesa até a publicação.
Sergio Antonio Lopes já estava na aeronave e se preparava para operar o voo LA3900, da Latam, com destino ao Rio de Janeiro, quando foi detido nessa segunda-feira (9). Segundo a polícia, a medida foi necessária porque os agentes não conseguiram encontrá-lo no endereço especificado na ordem de prisão temporária.
A Latam afirmou que abriu apuração interna e declaro estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. "A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta", afirmou em nota.
De acordo com a investigação, Lopes aliciava mães e avós das vítimas e exigia fotos e vídeos das crianças. Pagava aluguel, presenteava com aparelhos de TV, comprava medicamentos e dava entre R$ 30 e R$ 100 aos responsáveis pelas vítimas cada vez que saísse com alguma delas, segundo a polícia. "Nos encontros, ele deixava claro: ‘Gosto de crianças’", afirmou a delegada Ivalda Aleixo, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) de São Paulo.
O piloto também é suspeito de usar RGs falsos, que permitiam a entrada com as adolescentes em motéis. Uma menina de 12 anos chegou a ser espancada por ele em um motel na última semana, conforme os investigadores.
Também foi presa uma mulher de 55 anos que teria facilitado a exploração de três netas. "Uma das vítimas hoje tem 18 anos, mas os abusos começaram quando ela tinha cerca de 13. A outra tem atualmente 14 anos e passou a ser abusada por volta dos 11", afirma a delegada.
Outra mulher, apontada como mãe de outra adolescente, foi presa em flagrante. A polícia afirma já ter identificado dez possíveis vítimas e investiga se ele cometia os crimes há pelo menos oito anos.
No celular do piloto, os investigadores encontraram vasto material com fotos e vídeos de diversas meninas, inclusive crianças muito pequenas.