SAÚDE
Alimentação baseada em vegetais pode evitar doença renal crônica
Estudo com quase 180 mil pessoas associa a chamada Dieta Planetária a menor risco de lesão nos rins
Adotar uma alimentação rica em hortaliças, frutas, grãos integrais e leguminosas pode contribuir para proteger os rins e reduzir o risco de doença renal crônica (DRC), diz estudo publicado no periódico Canadian Medical Association Journal.
Ao avaliar dados de 179.508 participantes acompanhados por 12 anos, pesquisadores da China observaram uma associação entre a dieta EAT-Lancet, conhecida como “dieta para a saúde planetária”, e menor risco de doença renal crônica (DRC). Participantes com maior adesão a esse padrão alimentar apresentaram menor probabilidade de desenvolver a DRC, marcada pela presença de lesões nos rins com impactos na taxa de filtração, contribuindo para uma perda progressiva da função renal.
Segundo os autores do trabalho, esse modelo alimentar, que estimula o consumo de vegetais, também ajudaria a combater o estresse oxidativo.
Considerada modelo de sustentabilidade, a Dieta Planetária foi criada por uma comissão com estudiosos de 16 países, chamada EAT-Lancet. “Recomenda-se priorizar vegetais e diminuir o consumo de itens de origem animal, como a carne vermelha”, explica a nutricionista Bruna Aparecida.
Ao reduzir o consumo de carne vermelha, a tendência é diminuir os teores de gordura, de toxinas urêmicas, de fósforo e a carga ácida. Há evidências de que extrapolar nessas substâncias favoreça males renais.
Já exceder no sal e no açúcar propicia males como a hipertensão arterial e a resistência à insulina, que também prejudicam o órgão. Inclusive, sal além da conta pode levar à formação de “pedras” nos rins.
Quando há baixa hidratação, a urina fica mais concentrada, facilitando o aparecimento de cristais que podem se tornar pedras. Por isso, capriche na água.