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Entenda o que acontece ao deixar um cachorro sozinho por muito tempo

Postura pode gerar prejuízos emocionais e físicos; expert revela riscos e como amenizar impactos

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Imagem ilustrativa da imagem Entenda o que acontece ao deixar um cachorro sozinho por muito tempo
| Foto: Freepik

Você sabe o que acontece se deixar seu cachorro sozinho por muito tempo? A resposta vai muito além de saudade. Quando o isolamento se torna frequente e prolongado, os pets podem desenvolver desde problemas emocionais até físicos. Embora adultos saudáveis consigam tolerar algumas horas, o excesso pode comprometer diretamente o bem-estar do animal.

João Paulo Lacerda, docente de medicina veterinária, explica que cada caso depende de fatores como idade, raça, vínculo com o tutor e enriquecimento ambiental disponível. “Permanências prolongadas e frequentes, especialmente acima de 8 a 10 horas diárias, favorecem estresse, frustração e problemas comportamentais”.

De forma geral, cães adultos e saudáveis conseguem ficar entre quatro e seis horas sozinhos. Já filhotes e idosos costumam apresentar menor tolerância.

O especialista destaca que, em situações de sofrimento, o cão pode apresentar desde sinais clássicos até comportamentos mais sutis. “Seguir o tutor pela casa o tempo inteiro, dificuldade extrema de relaxar sozinho, automutilação por lambedura compulsiva e alterações no apetite”, cita.

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| Foto: Freepik

Confira os sintomas mais comuns:

Vocalização excessiva com latidos, choros e uivos; destruição de objetos; tentativas de fuga; salivação intensa e agitação; eliminação de necessidades em locais inadequados apenas quando o tutor está ausente.

Além das consequências emocionais, longos períodos de isolamento podem causar problemas físicos nos cachorros. Entre eles, aumento persistente do cortisol, distúrbios gastrointestinais, queda de imunidade, condições dermatológicas e alterações cardiovasculares — como fruto da ansiedade e estresse crônico.

Segundo o docente, os comportamentos destrutivos também podem gerar prejuízos à casa. “Os mais comuns incluem roer móveis, destruir portas, arranhar paredes, rasgar objetos pessoais do tutor e cavar excessivamente”.

Como resolver o problema

Para amenizar os impactos, o especialista destaca que a principal estratégia é garantir qualidade de vida física e mental ao cão. Medidas como passeios regulares, atividades de gasto energético, brinquedos interativos e enriquecimento ambiental ajudam a reduzir quadros de ansiedade.

João Paulo ainda acrescenta sobre a importância de ensinar, gradualmente, o pet a tolerar pequenos períodos sozinho — isso evita que ele crie dependência no tutor.

Por último, ele reforça que os donos não devem fazer despedidas muito intensas nem celebrar demais o reencontro, já que isso aumenta a expectativa emocional do peludo em relação à saída do tutor.

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