EUA
Democratas saem na frente em eleições para a Câmara e o Senado
Disputa nas urnas nos Estados Unidos vai renovar as 435 cadeiras de deputados e 35 dos 100 assentos de senadores
O Partido Democrata saiu na frente nas primeiras seções eleitorais fechadas na noite dessa terça-feira (3) nos Estados Unidos. Com a apuração no início, a oposição conquistou 22 cadeiras na Câmara dos Representantes, contra 12 dos republicanos, até o fechamento desta edição.
Milhões de americanos votaram nas midterms, as eleições de meio de mandato, que podem mudar o balanço de forças legislativas pelo resto do governo de Donald Trump.
Candidatos do Partido Democrata são favoritos nas pesquisas de intenção de voto para conquistar a Câmara dos Representantes, enquanto uma série de disputas acirradas pelo Senado deve determinar qual agremiação terá o controle da Casa.
As primeiras seções eleitorais a fechar são as dos estados de Indiana e Kentucky, e as últimas, as do Alasca.
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O histórico joga contra os republicanos de Trump: o partido do presidente em exercício perdeu espaço no Congresso em todas as eleições de meio de mandato desde a Segunda Guerra Mundial, com exceção de duas ocasiões. A aprovação do mandatário está próxima de seus piores índices, em meio à insatisfação dos eleitores com a guerra contra o Irã, a alta dos combustíveis e o aumento do custo de vida.
Não há dúvida de que a eleição gira em torno da popularidade (ou falta dela) de Trump. Em declarações nessa terça-feira, aparentemente destinadas a conquistar eleitores insatisfeitos com o apoio americano a Israel, o presidente afirmou que pretende interromper o repasse anual de US$ 3,8 bilhões ao país. Não ficou claro como faria isso, já que uma lei de 2020 estabelece os valores do financiamento.
A estreita aliança entre os países é um dos principais temas da disputa em Michigan. O democrata Abdul El-Sayed, de 42 anos, que, se eleito, se tornará o primeiro senador muçulmano dos EUA, faz duras críticas a Israel.
Liderados por Trump, republicanos têm retratado El-Sayed e outros candidatos democratas como radicais, antiamericanos e até comunistas. Os opositores rejeitam as acusações, que classificam como exageros típicos do presidente.
Trump tentou mobilizar sua base com mais de duas dezenas de comícios desde o início de outubro, a maioria em estados em que venceu com facilidade em 2024.