Guerra
Bombardeios russos matam 17 pessoas em Kiev e atingem outras regiões
Uma nova onda de ataques russos contra a Ucrânia deixou ao menos 17 mortos entre a noite de quarta-feira e a madrugada dessa quinta-feira (20). A ofensiva atingiu Kiev e outras regiões do país, em um momento de escassez de mísseis para os sistemas de defesa aérea ucranianos.
Na capital, áreas residenciais, armazéns, uma unidade de saúde, uma escola e uma creche foram danificados. Segundo autoridades locais, 17 pessoas morreram em Kiev e outras 33 ficaram feridas. Uma morte também foi registrada em Brovary, nos arredores da capital.
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia utilizou mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones no ataque. Moscou, por sua vez, disse ter realizado uma ofensiva de alta precisão contra instalações militares, centros logísticos e depósitos em Kiev e na região, sem reconhecer como alvos as estruturas civis atingidas.
Os ataques ocorrem em meio às dificuldades da Ucrânia para repor os estoques de mísseis interceptadores, especialmente os utilizados contra mísseis balísticos. Zelensky afirmou que o país dispõe atualmente de apenas 10% dos interceptadores que considera necessários e voltou a pedir equipamentos aos Estados Unidos e a outros aliados.
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Segundo o presidente ucraniano, a Rússia também aumentou o uso de mísseis balísticos. A insuficiência de sistemas capazes de interceptá-los tem ampliado a vulnerabilidade de Kiev e de outras cidades ucranianas.
Além da capital, ataques atingiram regiões como Chernihiv, Odessa, Zhytomyr, Kherson, Kharkiv e Donetsk. Segundo autoridades ucranianas, 25 pessoas morreram e 132 ficaram feridas em diferentes pontos do país nas últimas 24 horas.
A ofensiva também provocou incidentes em territórios de países vizinhos. Na Romênia, um drone russo caiu em uma área desabitada próxima à fronteira com a Ucrânia. Dois caças F-16 foram acionados para destruir outro drone, carregado de explosivos, que se aproximou de uma instalação offshore de gás natural.
A Moldávia também informou uma nova violação de seu espaço aéreo por um drone. Os episódios aumentaram a preocupação entre países europeus com a possibilidade de a guerra ultrapassar as fronteiras ucranianas.
Na Polônia, autoridades acionaram a aviação militar como medida preventiva durante os ataques russos. O país, assim como outros integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), reforçou a vigilância de seu espaço aéreo diante de incidentes envolvendo drones.
Em paralelo, a Rússia informou ter interceptado drones ucranianos direcionados a seu território. O prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, afirmou que cerca de 250 drones foram detectados em direção à capital russa durante a ofensiva.