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CONFLITO

Israel e grupo libanês Hezbollah anunciam novo cessar-fogo

Apesar do acordo, profissionais de agência de notícias registraram novos ataques israelenses em território libanês

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Fumaça sobe na região de Marjayoun, no sul do Líbano
Fumaça sobe na região de Marjayoun, no sul do Líbano | Foto: — Divulgação

Israel e o grupo libanês Hezbollah concordaram com um cessar-fogo, disse nessa sexta-feira (19) uma autoridade de alto escalão dos Estados Unidos à agência de notícias Reuters.

"Hezbollah e Israel concordaram com um cessar-fogo", afirmou a fonte, sob condição de anonimato, acrescentando que negociadores dos EUA e do Catar elaboraram o acordo com a ajuda do Irã. "Entendemos que, após a troca de disparos hoje mais cedo, Israel e o Hezbollah agora estão em cessar-fogo."

Apesar do acordo, profissionais da agência de notícias Reuters registraram novos ataques israelenses em território libanês quando a trégua já deveria estar em vigor, levantando dúvidas sobre sua efetiva implementação.

Em ações que marcam um aumento da violência na região, quatro soldados israelenses foram mortos numa das ofensivas mais letais já feitas pela organização xiita desde o início do conflito, de acordo com Tel Aviv, enquanto bombardeios atribuídos a Israel mataram pelo menos 47 pessoas em território libanês.

Os episódios motivaram a França a pedir que Washington pressione o seu aliado Israel para interromper as hostilidades no Líbano. Também levantam dúvidas em relação ao memorando de entendimento firmado por Washington e Teerã no último domingo (14).

O acordo prevê o fim das operações militares de todas as partes envolvidas no conflito do Oriente Médio, incluindo a frente libanesa. Apesar de uma diminuição temporária da violência no começo desta semana, os combates voltaram a aumentar.

O ataque dessa sexta-feira ocorreu apenas dois dias depois do presidente dos EUA, Donald Trump, ter assinado oficialmente um acordo com o Irã, que também deveria pôr fim aos combates no Líbano.

Esse representa um dos casos mais mortais para as forças israelenses no sul do país desde o início da guerra.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram que estão investigando se um drone explosivo entrou por uma escotilha aberta no tanque ou se o tanque foi atingido por um míssil antitanque ou outro tipo de drone.

Em comunicado, o Hezbollah afirmou ter atraído um grupo de soldados para a área e aberto fogo, "alvejando três tanques Merkava com mísseis guiados, o que levou à sua destruição".

"Os combatentes continuaram a resistir às forças inimigas com uma intensa barragem de foguetes e projéteis de artilharia", declarou o grupo radical.

Após a confirmação das mortes dos militares, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, de ultradireita, afirmou que "todo o Líbano deveria arder".

"Para cada lágrima derramada por uma mãe israelense, mil mães libanesas deveriam chorar", afirmou Ben Gvir na rede social X. "Todo o Líbano deveria arder."

Ben Gvir tem pressionado repetidamente por ataques israelenses mais intensos no Líbano, incluindo contra a capital, Beirute, mesmo com Trump, obrigando Israel a reduzir os ataques.

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