loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 13/06/2026 | Ano | Nº 6245
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Internacional

CONFLITO

Estados Unidos e Irã sinalizam que acordo de paz está próximo

Presidente americano afirmou nessa sexta que país persa precisa ‘entrar nos eixos’

Ouvir
Compartilhar
Iranianos observam retratos das vítimas mortas em um ataque
Iranianos observam retratos das vítimas mortas em um ataque | Foto: — Divulgação

Os Estados Unidos e o Irã sinalizaram nessa sexta-feira (12) que podem estar mais próximos de um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro, após um dia marcado por disputas de narrativas em torno das negociações.

Na véspera, Donald Trump havia anunciado que os países haviam, enfim, chegado a um consenso para finalizar o conflito. Teerã, porém, não tardou em negar o suposto entendimento, especialmente em relação às questões nucleares, um dos temas mais sensíveis nas negociações.

O desentendimento levou Trump a dizer nesta sexta que o Irã é desonesto e advertiu que o país persa precisa "entrar nos eixos". Depois de uma série de versões contraditórias, os países começaram a dar sinais de alinhamento.

Trump afirmou que um acordo estava próximo, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que um entendimento "nunca esteve tão próximo". O primeiro-ministro do Paquistão, que atuou como mediador, avançou ainda mais, apontando que o texto final de um acordo já havia sido acertado.

Horas depois, o chanceler iraniano afirmou que, assim que finalizado, o texto pode ser assinado "remotamente". Em entrevista à televisão estatal, Araghchi ainda afirmou que Israel está tentando sabotar o possível acordo. "Devo dizer francamente que este acordo tem inimigos, sendo o principal deles o regime sionista, que busca pretextos para inviabilizá-lo", disse.

Araghchi disse que o projeto inclui o fim do bloqueio naval, que, segundo ele, "deve ser completamente suspenso". "Esse é o primeiro ponto mencionado no acordo", afirmou. "O Irã tomou a firme decisão de que a administração do estreito de Hormuz não será mais a mesma", observou, acrescentando que as discussões sobre o assunto estão em andamento com Omã.

A agência de notícias estatal iraniana Irna havia dito mais cedo nesta sexta que ainda não há um acordo entre as duas partes sobre o programa nuclear iraniano. E que as conversas sobre o tema só seriam realizadas em um prazo de até 60 dias após a assinatura.

Durante a entrevista de ontem, Araghchi afirmou: "Nossa posição sempre foi a de que a única maneira de lidar com o estoque de material enriquecido é diluí-lo dentro do Irã".

Um funcionário de alto escalão da Casa Branca, por outro lado, afirmou à agência AFP que o Irã teria aceitado desmantelar seu programa nuclear e destruir material nuclear.

Ainda de acordo com esse mesmo funcionário americano, o regime teria concordado em reabrir o estreito de Hormuz. Além disso, o desbloqueio gradual dos ativos iranianos ficaria condicionado ao cumprimento das obrigações previstas no acordo.

INTERRUPÇÃO

A interrupção do programa nuclear iraniano sempre foi um dos principais impasses entre os dois países, e o regime persa vinha demonstrando resistência em relação ao tema.

Teerã, porém, descreve os termos de forma distinta. Relatos de autoridades feitos à imprensa sustentam que o país fez poucas concessões nas questões nucleares e no controle do estreito de Hormuz. A via marítima está praticamente bloqueada desde o início do conflito.

Um funcionário de alto escalão do regime iraniano disse à Reuters mais cedo nesta sexta que o rascunho do acordo prevê a suspensão das sanções ao petróleo iraniano, o desbloqueio de bilhões de dólares em fundos do país e a exigência de cessação dos ataques, incluindo no Líbano.

Relacionadas