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Oriente Médio

Trump diz que EUA podem ‘dar outro grande golpe’ contra Irã

Presidente americano afirma que talvez “precise atacar novamente o país”

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Trump afirmou ainda não ter certeza de que haverá outra ataque
Trump afirmou ainda não ter certeza de que haverá outra ataque | Foto: Alex Brandon-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa terça-feira (19) que pode “precisar atacar o Irã novamente”. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca, em Washington. “Espero que não tenhamos de voltar com a guerra, mas podemos ter de dar a eles (Irã) outro grande golpe… Ainda não tenho certeza. Vocês saberão muito em breve”, declarou Trump.

O líder americano também revelou que, na segunda-feira (18), esteve a apenas uma hora de autorizar uma ofensiva contra o Irã, mas decidiu adiar a ação após pedidos de líderes do Oriente Médio.

Segundo o republicano, o ataque estava previsto para ocorrer nesta terça, mas foi suspenso diante da possibilidade de avanço nas negociações diplomáticas envolvendo o conflito.

Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que recebeu apelos do emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani; do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman; e do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

“Fui solicitado […] a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã, que estava agendado para amanhã. Isso porque negociações sérias estão em andamento”, escreveu.

CUBA

Donald Trump, afirmou ontem acreditar que um acordo diplomático pode ser alcançado com Cuba. Ele disse que pode ajudar a ilha, “independentemente de haver ou não uma mudança de regime”.

“Acho que sim”, declarou Trump a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado sobre a possibilidade de um acordo com Havana. “Cuba está nos ligando. Eles precisam de ajuda. Mas Cuba é uma nação fracassada. Cuba precisa de ajuda, e nós faremos isso”, ressaltou o republicano.

Apesar da fala, o governo norte-americano segue classificando o atual comunismo cubano como corrupto e incompetente, além de defender a mudança de regime no país.

Nos últimos meses, Trump intensificou a pressão econômica sobre a ilha caribenha, ao impor um bloqueio de petróleo – medida que agravou a crise energética e levou Cuba a enfrentar um rígido racionamento de combustível.

Russia foi o último país a enviar uma carga significativa de petróleo para Cuba. O navio-tanque Anatoly Kolodkin entregou cerca de 700 mil barris no fim de março, quantidade equivalente a, aproximadamente, duas semanas de consumo para a ilha de cerca de 10 milhões de habitantes.

Cuba, rival histórica dos Estados Unidos desde a Guerra Fria, enfrenta uma crise cada vez mais profunda após o endurecimento das sanções econômicas impostas pelo governo de Donald Trump e as restrições ao fornecimento de combustível para a ilha, com a prisão do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro.

Nas últimas semanas, a escassez de combustível agravou os apagões no país, deixando diversas regiões com apenas uma ou duas horas diárias de eletricidade.

A tensão entre os dois países também aumentou após informações de que o governo de Trump planeja denunciar formalmente o ex-líder cubano Raúl Castro, de 94 anos, pelo episódio de 1996 em que aviões do grupo humanitário Brothers to the Rescue foram abatidos por Cuba.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reagiu afirmando que Cuba, “como todas as nações do mundo”, tem o direito à legítima defesa contra agressões externas, conforme previsto pela Carta da ONU.

Moradores de Havana também demonstraram preocupação com a escalada da crise. “Não seria correto que os Estados Unidos invadissem Cuba, nem que Cuba invadisse os Estados Unidos. Eles precisam chegar a um acordo, conversar e negociar”, alegou o cubano Ulises Medina, de 58 anos.

Um eventual indiciamento de Raúl Castro, irmão de Fidel Castro e um dos principais nomes da Revolução Cubana de 1959, é visto como mais um endurecimento da política norte-americana contra Havana.

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